sexta-feira, julho 29, 2005

Hybrid Assistive Limb

Um professor do Laboratório de Engenharia de Sistemas e Informação da Universidade de Tsukuba, no Japão, está desenvolvendo um traje biônico capaz de garantir a força e a mobilidade de pessoas idosas. O Hybrid Assistive Limb ("membro assistente híbrido", em tradução livre) foi apresentado em Tóquio.


O aparato, digno dos filmes de ficção científica, já está sendo desenvolvido há bastante tempo. A versão apresentada em junho é, aparentemente, a quinta versão: HAL 5. Yoshiyuki Sankai testou o traje cibernético com o auxílio de um estudante de graduação. Mas o propósito, inicialmente, é ajudar pessoas de idade nas tarefas do dia a dia. O HAL 5 é capaz de dobrar a força do usuário.

Interesse comercial

Branco e parecido com trajes de jogadores de futebol americano futurísticos, o HAL 5 vem despertando o interesse das empresas há pelo menos dois anos. Pelo menos 30 companhias do Japão já manifestaram interesse em comercializar a invenção do profsssor Sankai.

O traje-robô é composto por uma espécie de mochila equipada com um computador capaz de gerenciar articulações motorizadas. A partir de sinais elétricos emitidos pelos próprios músculos dos usuários, o equipamento movimenta braços e pernas.

Com o HAL 5, uma pessoa é capaz de caminhar a pelo menos 4 km/h com movimentos naturais. Os primeiros protótipos devem ser testados em asilos e hospitais, e uma versão comercial sairia por pelo menos um milhão de ienes, o equivalente a R$ 20 mil.










segunda-feira, julho 25, 2005

Exército brasileiro faz simulação virtual



Cerca de 130 oficiais do exército brasileiro participam até a próxima quinta-feira (28/07) de simulações virtuais de operações para manutenção de paz junto com militares de 16 países e representantes das Organizações das Nações Unidas (ONU).

As simulações são feitas por meio de computadores em que foram criados 800 cenários para possíveis situações de envio de tropas das Forças Armadas. Entre as possibilidades estão atentados terroristas, ajuda humanitária, tomada de reféns e combate ao tráfico de armas e drogas.

Segundo o tenente-coronel Cunha Matos, do Centro de Comunicação Social do Exército, esses treinamentos servem para compartilhar experiências e preparar os participantes para futuras missões de paz em que o Brasil possa participar.

"Esse treinamento mútuo entre os exércitos é fundamental para o país, porque as informações colhidas das críticas dos incidentes ocorridos irão alimentar a nossa experiência profissional", disse.

Nas simulações realizadas estão sendo apresentadas também as missões de paz que o Brasil já participou. Entre elas, Iugoslávia, Angola, Timor Leste, Moçambique e Haiti. Segundo Cunha Matos, o Brasil hoje participa de nove missões de paz com tropa ou operadores militares, onde a principal é no Haiti, com 1200 militares.

É a 11ª vez que essas simulações são realizadas e a segunda em que ocorre no Brasil. A última foi em 1997. No total, são 450 os participantes do treinamento.

Star Wars - JDK 5.0-compliant story behind "Revenge of the Sith"


public class Princess implements ExecutorService {
public static final Princess PADME = new Princess();

// private member
private StarShip ship;


private Princess() {
this.setDefaultLocale(Locale.EN);
Timer timer = new Timer();
TimerTask task = new TimerTask() {
public void run() {
Princess.this.changeHairStyle();
Princess.this.changeClothes();
}
};
timer.scheduleAtFixedRate(task, new Date(), 1000);
}
}

public class JediKnight implements ExecutorService {
public static final JediKnight ANAKIN = new JediKnight(false);
public static final JediKnight OBI_WAN = new JediKnight(false);
public static final JediKnight YODA = new JediKnight(true);

private JediKnight(boolean isYoda) {
if (!isYoda) {
this.setDefaultLocale(Locale.EN);
}
else {
Locale yodaLocale = Locale.EN;
this.setDefaultLocale(Utils.shuffle(yodaLocale));
}
this.setLightSabre(LightSabreFactory.getInstance());
this.setGoodLooking(!isYoda);
}
}

public class Sith {
public static final Sith LORD = new Sith();

private Sith() {
this.setDefaultLocale(Locale.EN);
this.setClothes(DarkRobeFactory.getInstance());
this.setLightSabre(LightSabreFactory.getInstance());
}
}

public static main() {
// The following line has been commented out so as not
// to confuse fans who never did it

// Utils.initChildren(JediKnight.ANAKIN, Princess.PADME);

// Use JDK 5.0 concurrency package
Future> padmeFuture = Princess.PADME.submit(
new Callable>() {
public Set call() {
try {
int weeks = (int)(36+4.0*Math.random());
wait(weeks*7*24*60*60*1000);
this = null;
System.gc();
}
finally() {
Child boy = new Child("Luke");
Child girl = new Child("Leia");
Set result = new HashSet();
result.add(boy);
result.add(girl);
return result;
}
}
}
);

if (JediKnight.ANAKIN.poll(padmeFuture) instanceof ThreadDeath) {
JediKnight.ANAKIN.alarm();

// use some marketing ideas
Sith.LORD.promise(JediKnight.ANAKIN, new RuntimePermission("object.restore.afterGC"));
Sith.LORD.promise(JediKnight.ANAKIN, new RuntimePermission("force.power.dark.*"));
Sith.LORD.promise(JediKnight.ANAKIN, new RuntimePermission("force.power.*"));
Sith.LORD.promise(JediKnight.ANAKIN, new RuntimePermission("force.*"));

JediKnight.ANAKIN.setInternalName("Darth Vader");

JediKnight.ANAKIN.promise(Princess.PADME, new RuntimePermission("*"));

Princess.PADME.alarm();
Princess.PADME.boardShip();

// Use JDK 5.0 concurrency package
Future anakinFuture =
JediKnight.OBI_WAN.submit(
new Callable() {
public RuntimePermission call() {
try {
Class princessClass = Princess.getClass();
Field shipField = princessClass.getDeclaredField("ship");
// will never throw SecurityException on Jedi Knight
shipField.setAccessible(true);
JediKnight.this.add(new RuntimePermission("object.ship.board.*"));
return (StarShip)shipField.get(Princess.PADME);
}
catch (SecurityException se) {
// never supposed to happen to Jedi Knight
System.out.println("Internal error. Contact George Lucas.");
System.reboot();
}
}
}
);

StarShip padmeShip = anakinFuture.call();
padmeShip.put(JediKnight.OBI_WAN);

JediKnight.ANAKIN.see(Princess.PADME);
Princess.PADME.removeLove(JediKnight.ANAKIN);

JediKnight.ANAKIN.see(JediKnight.OBI_WAN);
JediKnight.ANAKIN.removeLove(Princess.PADME);

JediKnight.OBI_WAN.removeLimbs(JediKnight.ANAKIN);
// note - absolutely no need for GC, Anakin will be collected automatically.

ReferenceQueue sithWatchList = new ReferenceQueue();
PhantomReference anakinRef = sithWatchList.remove();
JediKnight anakinPhantom = anakinRef.get();

Sith DARTH_VADER = Sith.LORD.assemble(anakinPhantom, LimbFactory.getSpareInstances());
MouthPiece newMouthPiece = MouthPieceFactory.getInstance();
// no need to check that it works - guaranteed to work with no noise
DARTH_VADER.add(newMouthPiece);
DARTH_VADER.rise();
}
else {
// TODO - create alternative scenario for Sith revenge
}
}

The War on Terror

As viewed from the Bourne shell.

$ cd /middle_east
$ ls
Afghanistan Iraq Libya Saudi_Arabia UAE
Algeria Israel Morrocco Sudan Yemen
Bahrain Jordan Oman Syria
Egypt Kuwait Palestine Tunisia
Iran Lebanon Qatar Turkey

$ cd Afghanistan
$ ls
bin Taliban
$ rm Taliban
rm: Taliban is a directory
$ cd Taliban
$ ls
soldiers
$ rm soldiers
$ cd ..
$ rmdir Taliban
rmdir: directory "Taliban": Directory not empty
$ cd Taliban
$ ls -a
. .. .insurgents
$ chown -R USA .*
chown: .insurgents: Not owner
$ cd ..
$ su
Password: *******
# mv Taliban /tmp
# exit
$ ls
bin
$ cd bin
$ ls
laden
$ cd ..
$ rm -r bin/laden
bin/laden: No such file or directory
$ find / -name laden
$
$ su
Password: *******
# mv bin /tmp
# exit
$ pwd
/middle_east/Afghanistan
$ cd ..
$ ln -s /Bad_Guys/Al_Qaeda Iraq/.
ln: cannot create Iraq/Al_Qaeda: Permission denied
$ su
Password:*******
# ln -s /Bad_Guys/Al_Qaeda Iraq/.
# cd Iraq/Al_Qaeda
Al_Qaeda: does not exist
# rm Iraq/Al_Qaeda
# mkfile 100g Iraq/Al_Qaeda
mkfile: No space left on device
# rm Iraq/Al_Qaeda
# mkfile 1b Iraq/Al_Qaeda
# chown -R USA:Proof Iraq/Al_Qaeda
#exit
$ cd Iraq
$ ls
saddam
$ ls
saddam
$ ls
saddam
$ ls -a
. .. saddam
$ find / -name [Ww][Mm][Dd]
/korea/north/wMd
$ wall Propaganda.txt
Broadcast Message from USA (pts/1) on USS_Abraham_Lincoln Th May 1st
Mission Accomplished!
$ rm saddam
saddam: No such file or directory
$ find / -name saddam
/var/opt/dictators/spiderhole/saddam
$ wall NewsWorthy.txt
Broadcast Message from USA (pts/1) on Time.Magazine Sat Dec 13
We Got Him!
$ mv /var/opt/dictators/spiderhole/saddam /opt/jail
$ cd /opt/USA
$ cp -Rp Democracy /middle_east/Iraq
$ cd /middle_east/Iraq/Democracy
$ ./install
Install Error: Install failed. See install_log for details.
$ more install_log
Installed failed!
Prerequisite packages missing
Conflicting package Wahhabism found in /midde_east/Saudi_Arabia
Packages Church and State must be installed separately
File System /PeakOil nearing capacity
Please read the install guide to properly plan your installation.
$


quarta-feira, julho 20, 2005

Gênio e bandido atingem topo da carreira aos 30

"Gênios e criminosos podem parecer não ter muito em comum, mas ambos fazem seu melhor trabalho quando estão na faixa dos 30 anos -e principalmente para impressionar o sexo oposto.

Ao estudar as biografias de proeminentes cientistas, Satoshi Kanazawa, da Universidade de Canterbury, Nova Zelândia, constatou que eles fizeram sua principal descoberta antes dos 35 anos, aproximadamente a mesma idade em que o comportamento criminoso atinge o pico.

Ele acredita que a competitividade masculina para atrair fêmeas é a força impulsora para os sucessos científicos e criminosos, segundo a revista britânica "New Scientist".

O pesquisador aponta que o impulso competitivo diminui com a idade, conforme a prioridade dos homens passa a ser menos a de competir por mulheres e mais a de cuidar dos filhos. Kanazawa também constatou que o casamento amortece o impulso em criminosos e cientistas."


É, acho que vou acabar arriscando, e casando antes dos 30 mesmo ... rsrs

segunda-feira, julho 18, 2005

O picadeiro das bestas-feras

A reforma deve instalar a fidelidade partidária. Há político que muda mais de partido que de cueca, ícone atual da corrupção

A temporada do circo voltou ao Congresso Nacional. O circo policialesco das comissões de inquérito. O histrionismo dos figurões e figuronas -travestidos em delegadões e promotoronas- invade os lares perplexos dos brasileiros.

No centro do picadeiro, o enredo é o mesmo: corrupção político-partidária. Velha novela reprisada por novos atores. Os heróis de ontem, vilões de hoje. Domadores de ontem no papel atual de predadores da coisa pública. O chicote mudou de mãos, os domadores que o estalam, sibilando no ar, uivavam ontem no papel de feras insaciáveis. O apetite pelo butim público ruge agora nas vísceras das novas feras, bestas da velha ética, ora bandeira rota e esfarrapada.

Caçadores dos fantasmas das contas de PC Farias, atolados nas mesmas práticas do morto fantasma, voltam a assombrar as contas públicas. Os exorcistas de ontem vivem hoje o papel de aterrorizar o país com as velhas práticas, as velhas fraudes e os velhos golpes.

De novidade nesse correio aéreo do blackmail, apenas o cuecão de ouro, abarrotado de dólares. Essa roupa nova do picadeiro de horrores morais que envergonha e escandaliza o cidadão e a cidadã do Brasil.

Para além do papel artístico-investigatório-sensacionalista-inquisitorial, temos de aproveitar esse momento fecundo e legislarmos uma nova ordem político-partidária. Na raiz da corrupção, o financiamento eleitoral praticado por fora. O caixa dois dos partidos e seus operadores. A doação fora da lei fugindo ao controle legal e social. A ação dos operadores das sombras: "PCs", "Valérios" e "Delúbios". Tudo conseqüência de uma legislação eleitoral e partidária superada, pois que elaborada em 1965 pelo marechal Castelo Branco, hoje divorciada da sociedade e de seus controles, à mercê dos truques dos operadores financeiros dos partidos.

Aliás, das várias coincidências carecas do PC e Valério, só uma coisa difere ambos: o PC guardou seus segredos, o tesoureiro de Genoino já soltou a língua para o Ministério Público, tentando obter os benefícios da delação premiada.

Ao Brasil, entristece e causa perplexidade testemunhar que o partido que fez da ética e da moralidade públicas bandeiras de luta sucumba às tentações do caixa dois e à corrupção eleitoral. Não que o discurso campesino e obreiro fosse leviano e hipócrita -o sistema o corrompeu. Não passa um filete de água pura num cano de esgoto.

A corrupção está na raiz do financiamento eleitoral. O que é legítimo, doações oficiais com recibo aos partidos, é visto como ilegítimo. Quando os empresários ou instituições fazem doações às claras aos partidos políticos, a mídia vicia sua transparência, alardeando suspeição de intenções ocultas.

Os formadores de opinião verberam que as doações são suspeitas, pois comprometem os partidos com interesses empresariais espúrios. Os doadores legais são expostos sempre em manchetonas sensacionalistas. Os doadores das sombras, os contribuintes ocultos, ficam protegidos pelo ilegal anonimato. Nunca aparecem nos noticiários, mas a prática dos porões contamina as relações com os poderosos financiados nos esgotos subterrâneos.

Quando vemos as prestações de contas dos candidatos a presidente, governador, senador, prefeito e deputados, constatamos a primeira mentira do sistema. A média das prestações de contas dos deputados federais está na casa de R$ 100 mil, dos senadores, R$ 200 mil, de governadores, R$ 1 milhão, e do presidente, R$ 10 milhões. Mentira, grosseira mentira. A eleição de deputado custa, em média, R$ 2 milhões; senadores, R$ 3 milhões; governadores, até R$ 20 milhões, e prefeitos, até R$ 10 milhões; presidente, até R$ 60 milhões.

Por que a mentira? Os empresários sérios não sentem proteção à sua imagem para doar legalmente. Os contribuintes por fora estão protegidos nos silêncios e cumplicidades. Os corretos, ficando expostos, temem a perseguição da imprensa, normalmente pautada por interesses dos grupos rivais ou vencedores. A democracia necessita de dinheiro para fazer política. A política é que não pode ser usada para fazer dinheiro e fortunas pessoais.

O cheque legal de doação viabiliza a democracia, a mala de dinheiro destrói os princípios republicanos. A doação por fora provoca o afrouxamento moral das relações democráticas. Alguns propõem financiamento público como saída. Eu o vejo como um acinte à pobreza. A camiseta eleitoral é a subtração do pão do famélico. Os carros de som usarão como combustível os frascos de remédios dos doentes desvalidos. Não dá.

As regras para os doadores privados devem protegê-los das mesquinhas explorações políticas e punir com severidade as doações ocultas, feitas ao arrepio da lei.

A reforma política deve estabelecer, com rigor, a fidelidade partidária, pois há políticos que mudam mais de partidos do que de cuecas, peça íntima, símbolo atual da estelar corrupção. As contribuições de campanha deixarão de ser destinadas aos candidatos, passando exclusivamente aos partidos. Não haverá doações para a pessoa física, somente para a jurídica. Dessa forma, as relações ficarão mais respeitosas e impessoais.

Ou mudamos a realidade atual ou a madre superiora do convento das Carmelitas Descalças, se eleita no Brasil, será corrompida pelo caixa dois, similar ao dos operadores do "mensalão".

O povo sonha ver as bestas domadas. Sonha ver o picadeiro do circo pleno de alegria, felicidade e orgulho nacional. Que o circo dos horrores e medos abra seu palco à esperança.


Roberto Jefferson Monteiro Francisco, advogado, é deputado federal pelo PTB-RJ.

segunda-feira, julho 11, 2005

Motocicleta para deficientes físicos

Uma empresa britânica está lançando no mercado uma motocicleta para usuários de cadeiras de rodas.

A Conquest - ou "Conquista", em português - é baseada nos modelos 850 e 1150, da BMW, que foram adaptados com um "corpo" de alumínio, do tipo usado em carros de corrida.

A motocicleta, que passou quatro anos sendo projetada, foi apresentada no fim de semana, em uma feira de produtos motores para deficientes físicos na Grã-Bretanha, a Mobility Roadshow.

O criador, Alan Martin, teve a idéia depois que o filho dele sofreu um acidente e teve que usar cadeira de rodas por um período.

"Firme como uma rocha"

A motocicleta deve estar à venda em agosto, e a fabricante - Martin Conquest Ltd - espera vender 100 modelos já no primeiro ano de produção.

A motocicleta foi desenhada para ser dirigida da cadeira de rodas do motorista, e deve servir para os deficientes que não podem usar as pernas, mas têm boa mobilidade na parte superior do corpo.

Ela foi desenvolvida com a assistência da Associação Nacional de Motociclistas Deficientes e a Escola de Negócios de Manchester, entre outros.

A moto vai custar 18,5 mil libras - cerca de R$ 76 mil, aproximadamente o preço de um carro de família na Grã-Bretanha - e Martin espera que ela agrade a ex-motociclistas que não podem mais se manter no banco, além de deficientes que queiram se tornar motociclistas.

A versão de 1.150 cilindradas vai acelerar de 0 a 96 km/h em 8,6 segundos, e sua velocidade máxima será de 136,7 km/h.

Mas, segundo Martin, em um teste na estrada ela chegou a 160 km/h "firme como uma rocha".


Mais informações em: http://www.martinconquest.com/

quinta-feira, abril 28, 2005

Robô passeia em pátio de fábrica japonesa

A empresa jponesa Sakakibara Machinery Works apresentou hoje o robô andante Land Walker 2 em sua fábrica em Shinto Village, norte de Tóquio. O robô é dirigido por um funcionário, que fica dentro do cockpit do Land Walker 2 observando a área em torno por um monitor.




Na foto, o funcionário Massaki Nagumo manobra os quatro pedais no cockpit para fazer com que o robô se mova. Land Walker 2 pesa uma tonelada e tem 3,4 metros de altura. Ele faz 1,5 quilômetro por hora. As armas que ele tem nas laterais são capazes de disparar uma bola de borracha a até 30 metros.

O robô foi modelado segundo uma figura popular do anime Gundam. Se alguém quiser comprar um desses, a companhia cobra 36 milhões de ienes (US$ 34,3 milhões).

Fusão nuclear é produzida com baixa tecnologia

Pesquisadores induzem processo complexo em estrutura simples

Em um feito surpreendente de miniaturização, os cientistas divulgarão nesta quinta-feira (28/04) que produziram fusão nuclear --o mesmo processo que alimenta o Sol-- em um cilindro de 30 centímetros de comprimento e 13 centímetros de diâmetro. E eles disseram que logo poderão tornar o dispositivo ainda menor.

Apesar do dispositivo ser provavelmente ineficiente demais para produzir eletricidade ou outras formas de energia, disseram os cientistas, geradores de fusão do tamanho de um ovo poderão algum dia ser utilizados em propulsores de espaçonaves, tratamentos médicos e scanners que procuram bombas.

Os resultados, obtidos por uma equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), liderada por Seth J. Putterman, estão sendo publicados na revista "Nature".

O dispositivo de minifusão acelera átomos de hidrogênio e os colide para produzir hélio. Diferente de alegações anteriores de fusão "de mesa" -a "fusão fria", em 1989, que sugeria que energia poderia ser produzida passando eletricidade por água e placas de metal, e a "sonofusão", em 2002, na qual bolhas em colapso supostamente aqueceriam gases a temperaturas de estrelas- ela não está sendo recebida com ceticismo.

"Eu acho muito persuasivo", disse William Happer, um professor de física de Princeton.

Michael J. Saltmarsh, um cientista aposentado que trabalhou no Laboratório Nacional Oak Ridge, no Tennessee, disse que a energia emitida pelas partículas nas colisões combinam convincentemente o que se espera para a fusão. Saltmarsh foi um dos dois cientistas de Oak Ridge que disseram que foram incapazes de detectar as assinaturas de fusão na experiência de sonofusão de 2002.

Em um comentário que acompanha a publicação na "Nature", Saltmarsh descreveu o novo dispositivo como "intrigantemente simples" e acrescentou: "De fato, de certa forma é notavelmente de baixa tecnologia".

Em contraste com alegações anteriores, os pesquisadores da Ucla não afirmam que sua invenção fornecerá energia ilimitada. "Com o que construímos até o momento", disse Putterman, "sem chance".

De fato, o novo dispositivo nem mesmo produz energia suficiente para aquecer a mão. Mas poderá ser útil como fonte de nêutrons, as partículas subatômicas que são subproduto da fusão. Como os nêutrons não têm carga elétrica, eles podem penetrar profundamente na matéria, e isto pode fornecer uma forma de espiar facilmente dentro de bagagem ou contêineres de carga.

"Nós podemos lhes dar uma frente minúscula para uma câmera capaz de olhar atrás das coisas", disse Putterman.

O componente central do dispositivo é um cristal de tantalato de lítio, que pertence a uma classe de materiais conhecida como piroelétricos. Os piroelétricos, que geram fortes campos elétricos quando aquecidos ou resfriados, são conhecidos há muito tempo, possivelmente descritos já em 314 a.C. por um aluno de Aristóteles.

"É uma surpresa e tanto vê-lo usado desta forma", disse Happer, de Princeton.

Na experiência, o cristal, um cilindro com cerca de 1,25 polegada de diâmetro e meia polegada de comprimento, foi montado dentro de um cilindro de 30 centímetros de comprimento e cercado por um gás de deutério, uma versão pesada do hidrogênio.

O aquecimento do cristal em cerca de 10 graus Celsius produziu uma carga de 1.000 volts. Isto criou campos elétricos ao redor de uma ponta de tungstênio que era tão forte que arrancou elétrons do deutério e acelerou os íons carregados de deutério contra um alvo que também continha deutério.

Quando um íon de deutério atinge um átomo de deutério, ocorre a fusão --às vezes. Como apenas uma em um milhão de colisões de fato produz a fusão, o dispositivo é um gerador de energia ineficaz.

O jato de íons de deutério poderia servir como propulsor para uma pequena espaçonave, e raios X produzidos pelos elétrons pegos nos poderosos campos elétricos poderiam ser úteis no tratamento de tumores.

O atual dispositivo produz apenas cerca de mil nêutrons por segundo, tão pouco que não seria perigoso nem mesmo para uso em uma demonstração de física, disse Saltmarsh. Os pesquisadores planejam uma versão mais poderosa substituindo o deutério no alvo por trítio, uma forma ainda mais pesada de hidrogênio, gerando cerca de 250 vezes mais nêutrons. Melhorias adicionais deverão elevar a taxa para um milhão de nêutrons por segundo.

Geradores de nêutrons comerciais, que já podem gerar um milhão de nêutrons por segundo, aceleram igualmente deutério contra alvos, mas eles contam com fontes de energia de alta voltagem para gerar os campos elétricos.

Ao optar pelos cristais piroelétricos, a pesquisa da Ucla poderá levar a geradores muito mais simples e menos caros. "O que Putterman fez é um fantástico pequeno acelerador", disse Happer. "É uma versão dele que não necessita de alta voltagem."

Putterman disse que prevê um dispositivo que consiste apenas de um recipiente do tamanho de um ovo com um cristal, gás deutério e o alvo em seu interior. Mergulhar o recipiente em água gelada ou o aquecer com o calor do corpo seria suficiente para provocar a reação.

"Nós podemos alterar a temperatura em meros 30 graus e gerar campos que produzem fusão", disse ele.

original:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2005/04/28/ult574u5360.jhtm

quarta-feira, abril 13, 2005

OMS manda destruir vírus mortal enviado por engano ao Brasil

A Organização Mundial da Saúde orientou mais de 3,7 mil de laboratórios em 18 países - incluindo o Brasil - a destruir amostras de um vírus causador de uma gripe mortal que foram enviadas por engano por uma instituição dos Estados Unidos. Trata-se do vírus que causou a “gripe asiática” que matou 4 milhões de pessoas em 1957, mas desapareceu por volta de 1968. A OMS disse os laboratórios no Brasil já foram notificados de que as amostras devem ser destruídas. O Ministério da Saúde também foi alertado para acompanhar a destruição das amostras.

O principal especialista em gripe da OMS, Klaus Stohr, disse que embora "haja um risco, não é preciso assustar-se", já que os laboratórios estão habituados a tratar com material perigoso e adotam medidas de segurança. "Os riscos para a população em geral são baixos". Segundo a OMS, é pequeno o risco de que algum funcionário dos laboratórios seja infectado pelo vírus, mas, se isso acontecer, sua disseminação pode ser muito rápida. “Se o vírus escapar, pode facilmente ocorrer uma epidemia”, disse Stohr. A situação seria agravada porque ninguém nascido depois de 1968 teria anticorpos contra o vírus, cujo nome técnico é H2N2.

As amostras fazem parte de kits usados em testes e que foram distribuídos por uma empresa norte-americana a pedido do Colégio Americano de Patologistas, que auxilia laboratórios a realizar experiências na área. No dia 8 de abril, o governo norte-americano pediu ao órgão que escrevesse aos laboratórios que as receberam e os orientasse a destruir as amostras. A maioria fica nos Estados Unidos. Por medo de que pudesse ser usado em um ataque terrorista com armas biológicas, as cartas foram enviadas antes que o erro viesse a público.

A OMS alertou que não há como garantir que todas as amostras sejam destruídas, pois alguns dos laboratórios podem ter enviado colônias desenvolvidas por eles para outras instituições. Os kits são usados para os laboratórios testarem a capacidade de identificar corretamente os variados tipos de vírus. Normalmente, eles incluem apenas vírus em circulação ou que deixaram de existir ao natural há pouco tempo.

Neste caso, o H2N2 havia sido classificado como nível de segurança biológica 2 - o que significa que não era considerado perigoso. Mas a agência do governo norte-americano que classifica os vírus estava em processo de reavaliação do H2N2 quando descobriu que os kits já haviam sido distribuídos.

original: http://www.estadao.com.br/internacional/noticias/2005/abr/13/37.htm

domingo, abril 10, 2005

Próxima versão do Windows?

Há dez anos, a Microsoft apresentou o Windows 95 de uma forma que sugeria que a chegada do produto era equivalente ao momento em que os seres humanos ficaram eretos pela primeira vez.

A empresa gastou cerca de US$ 200 milhões no lançamento do sistema operacional. Isto pagou pelas festividades no campus da Microsoft (com Jay Leno como mestre de cerimônia), o direito de usar a canção "Start Me Up" dos Rolling Stones em uma campanha de publicidade mundial e a permissão para iluminar à noite o edifício Empire State com o logo do Windows.

Também encheu a edição daquele dia do jornal "The Times" de Londres com propaganda do Windows 95, tornando aquela edição do jornal gratuita pela primeira vez em 307 anos.

O que foi notável no lançamento do Windows 95 foi a submissão dos consumidores, que participaram de bom grado do espetáculo. A Microsoft acertou com as lojas do varejo a abertura à meia-noite do dia do lançamento do sistema, uma estratégia que provou ser tão irresistível quanto holofotes em uma estréia de Hollywood. Uma rede contou cerca de 50 mil pessoas fazendo fila em suas lojas por todo o país.

Aquelas pessoas estavam atrás de um sistema operacional --um encanamento que serve a uma função especial, é claro, mas do mesmo interesse que os canos que serpenteiam sob o piso de uma casa. Mas em 1995, a Microsoft conseguiu fazer o mundano parecer inovador. O "Seattle Times" citou um feliz cliente da meia-noite, acompanhado de sua esposa, que previu que "isto melhorará o nosso casamento".

O Windows XP, lançado em 2001, não conseguiu igualar a estréia notável do Windows 95. Nós podemos torcer para que o sucessor do XP, que tem o codinome "Longhorn" e cujo lançamento está previsto para o próximo ano, desponte discretamente, nos deixando mais próximos do dia em que os usuários não precisarão saber mais sobre um sistema operacional de um PC do que sabem sobre o software presente em um telefone celular.

A gestação do Longhorn já ultrapassou em muito o prazo originalmente planejado. Rumores de sua existência surgiram em 2001, quando foi dito que o sistema tinha sido escolhido como uma rápida atualização "intermediária" do XP. O tempo passou, e a mídia foi autorizada a ver uma prévia. Mas mesmo a conclusão disto, um lançamento interino, demorou.

Determinada a lançá-lo em 2006, a Microsoft decidiu em 2004 remover um novo sistema de arquivos para organização de dados no disco rígido, o que a empresa tinha promovido anteriormente como o coração do novo sistema. Quando e se este elemento aparecerá, dificilmente melhorará o casamento de alguém.

Arrependida de ter anunciado um elemento importante que subseqüentemente teve que remover, a empresa decidiu ficar quieta sobre outros aspectos pelo máximo de tempo possível.

A Microsoft deu aos desenvolvedores de software versões beta de dois novos componentes, para gráficos e serviços de Internet, mas estes também estarão disponíveis para os proprietários do Windows XP. A empresa ainda precisa dizer o que será exatamente uma melhoria exclusiva do Longhorn.

A reticência da Microsoft não poderá durar muito. Em duas semanas, ela será anfitriã de uma conferência de vendedores de hardware, na qual estabelecerá as especificações mínimas necessárias para que o Longhorn possa ser rodado.

Você pode estar ansioso para saber se o PC em sua mesa atenderá as especificações. Se seu PC não atender, é improvável que você o substitua para rodar a mais recente versão do Windows. Michael Cherry, analista sênior para Microsoft da Directions, uma empresa de consultoria com sede em Kirkland, Washington, observou que muitos usuários de PC agora estão tratando seus computadores como aparelhos de TV.

"A menos que a TV não funcione", ele disse, "eles não as substituirão".

Cherry expressou ceticismo quanto ao apelo de melhores gráficos para ele e outros que gastam a maior parte do tempo usando um processador de texto, um programa de e-mail e um browser. "Como gráficos 3D vão de fato mudar minha vida?" ele perguntou.

Outro analista, Rob Enderle, presidente do Enderle Group, saudou o sistema com mais entusiasmo, prevendo que o Longhorn fornecerá "enormes melhorias em segurança".

Nós podemos saudar esta perspectiva feliz, mas ao mesmo tempo temos que ignorar os risos de desdém dos usuários do Macintosh, que ainda precisam saber o que é encontrar um vírus. Independente de quão sólido e seguro possa parecer o código do Longhorn, a Microsoft precisará de muitas vozes independentes que lhe forneçam verificação e garantia.

Os profissionais responsáveis pelos PCs corporativos parecem atualmente desconfiados das promessas da Microsoft, desprezando o mais recente pacote de melhorias de segurança e consertos de bugs oferecido para o Windows XP.

Em 4 de abril, a AssetMetrix Research Labs, uma empresa de pesquisa com sede em Ottawa, divulgou os resultados de uma pesquisa envolvendo 251 empresas norte-americanas, avaliando a adoção do Windows XP. Apenas 7% das empresas implementaram as mais recentes melhorias, o Service Pack 2, apresentado seis meses atrás. As melhorias provocaram problemas de compatibilidade de software. Eles podem ser superados com algum trabalho, mas não sem agravamento e custo adicional para consertos que, desde o início, não deveriam ser necessários.

Problemas de compatibilidade se agravarão no futuro. O Longhorn dificilmente coexistirá em paz com o software existente no sistema operacional. Enderle disse que o maior ganho de segurança exigirá uma ruptura com o software complementar do passado, o que significa que "a compatibilidade sofrerá".

O Windows XP poderá provar ser um tenaz chefe de família, não disposto a ceder lugar para a próxima geração. Apesar dos problemas de segurança, ele é a versão mais estável do Windows até o momento. Tal estabilidade dificultará para a empresa vender o Longhorn como um lançamento mais importante do que o próprio XP, uma previsão que Bill Gates, o presidente da Microsoft, fez em 2003.

As previsões não são boas quando o mundo da computação se move mais depressa do que a massa pesada da divisão Windows da Microsoft. O Linux representa um modelo alternativo, empregando pés ágeis e lançamentos freqüentes.

Mark Lucovsky, um engenheiro de software, descreveu recentemente em seu blog o processo de escrever o código para um projeto como o Longhorn e a longa espera antes que chegue ao PC do usuário.

Primeiro, uma correção de bug ou elemento adicional é depositado em um sistema de controle do código fonte, onde pode ficar por anos. Eventualmente ele é transferido para um lançamento de produto e gravado em CDs. Meses se passam, mesmo no estágio final, do lançamento e produção até chegar ao departamento do cliente. Lento.

Por outro lado, os engenheiros que trabalham nas melhorias para uma nova forma de sistema operacional, o software que serve aos sites na Internet, podem implementar o trabalho quase que instantaneamente. Lucovsky reconta como um amigo na Amazon descobriu um problema de performance, descobriu como consertá-lo, testou e o implementou, tudo em um dia.

"Nenhum cliente teve que fazer o download de um saco de bits, responder perguntas idiotas, provar que não é um ladrão de software, reinicializar o computador, etc.", ele escreveu. "O software foi enviado a eles, e não tiveram que mover um dedo."

Os comentários de Lucovsky são de interesse porque ele sabe algo sobre o desenvolvimento de sistemas operacionais. Ele foi o arquiteto sênior do Windows NT, foi o principal guardião das chaves do código fonte e foi nomeado pela Microsoft, em 2000, como um de seus engenheiros ilustres. Mas recentemente, após 16 anos na Microsoft, ele disse que decidiu que estava errado ao achar que a Microsoft sabia melhor "como fornecer software".

Foram outras empresas, aquelas que perceberam o potencial da Internet e do software como serviço, que melhor conseguiram oferecer benefícios para os clientes "de forma rápida e eficiente", disse ele. Ele pediu demissão da Microsoft e se juntou a uma destas outras empresas: a Google.

original: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2005/04/10/ult574u5295.jhtm

terça-feira, março 29, 2005

Projeto de Lula lançará PC barato e software livre

Plano "PC Conectado" pretende promover inclusão digital no Brasil

Desde que assumiu o governo dois anos atrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou o Brasil em um posto avançado tropical do movimento de software livre.

Buscando economizar milhões de dólares em royalties e taxas de licenciamento, Lula instruiu ministros do governo e empresas estatais a trocarem gradualmente os caros sistemas operacionais produzidos pela Microsoft e outros por sistemas operacionais gratuitos, como o Linux.

Sob o governo Lula, o Brasil se tornou o primeiro país a exigir que qualquer empresa ou instituto de pesquisa que receba financiamento do governo para desenvolver software a licenciá-lo como open source, o que significa que o código de programação dele deve ser aberto e gratuito para todos.

Agora, o governo do Brasil parece prestes a levar sua campanha de software livre para as massas. E, novamente, a Microsoft poderá terminar excluída.

Até o final de abril, o governo planeja colocar em ação um programa muito alardeado chamado PC Conectado, que visa ajudar milhões de brasileiros de baixa renda a comprar seus primeiros computadores.

Se as coisas saírem como pretende o alto conselheiro de tecnologia do presidente, o programa poderá oferecer computadores apenas com software livre, incluindo o sistema operacional, escolhido a dedo pelo governo, em vez de dar aos consumidores a opção de pagar mais pela, digamos, versão básica do Windows da Microsoft.

"Para que este programa seja viável, ele precisa ter software livre", disse Sérgio Amadeu, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia de Informação do Brasil, o órgão que supervisiona as iniciativas de tecnologia do governo.

"Nós não vamos gastar dinheiro dos contribuintes em um programa para que a Microsoft possa consolidar ainda mais seu monopólio. É responsabilidade do governo assegurar que haja concorrência, e isto significa dar a plataformas alternativas de software uma chance de prosperar."

A Microsoft ofereceu uma versão mais barata, simplificada, do Windows para o programa. Apesar da decisão final sobre qual será o software escolhido ter sido adiada várias vezes, assim como o lançamento do programa, Amadeu e outras autoridades do governo têm criticado publicamente a proposta da Microsoft, dizendo que a capacidade da versão é muito limitada.

Mesmo assim, a Microsoft ainda não desistiu. A empresa, que se recusou a indicar um executivo para uma entrevista, disse em uma declaração que ainda está "trabalhando no projeto PC Conectado para ver se há uma forma de a Microsoft colaborar".

Segundo o programa, que deverá oferecer incentivos fiscais para os fabricantes de computadores reduzirem preços e um plano generoso de pagamento para os consumidores, o governo espera oferecer desktops por cerca de R$ 1.400 ou menos. Eles serão comparáveis aos que custariam quase o dobro fora do programa.

Os compradores poderão pagar em 24 prestações de R$ 50 a R$ 60 por mês, um valor acessível para muitos trabalhadores pobres. As três principais empresas de telefonia fixa do país --a Telefônica da Espanha, a Tele Norte Leste Participações, ou Telemar, e a Brasil Telecom-- concordaram em fornecer conexão discada de Internet aos participantes por R$ 7,50 por mês, permitindo 15 horas de navegação na Internet.

O programa visa lares e donos de pequenas empresas que ganham de três a sete vezes o salário mínimo mensal. O governo disse que 7 milhões se qualificariam e espera atingir um milhão deles até o final do ano.

Isto pode parecer ambicioso em um país em desenvolvimento com 183 milhões de habitantes, onde apenas 10% de todos os lares têm acesso à Internet e apenas 900 mil computadores são vendidos legalmente a cada ano. (Incluindo as vendas do mercado negro, o número se aproxima de 4 milhões, ainda assim uma pequena fração do número de computadores vendidos anualmente nos Estados Unidos, segundo a International Data Corp., uma firma de pesquisa de tecnologia.)

"Nós estamos cientes de que estamos falando sobre dobrar o mercado doméstico para computadores pessoais", disse Cézar Alvarez, o assessor presidencial encarregado do programa PC Conectado. "Mas é absolutamente viável."

Alguns analistas questionam a eficácia de tais programas, notando que projetos semelhantes na Ásia acabaram atolando em burocracia e, em alguns casos, favorecendo a elite.

Na Malásia, por exemplo, o governo está lançando um segundo programa de computadores de baixo custo após o fracasso de sua primeira tentativa, por causa de mau planejamento e fraude --algo que as autoridades brasileiras disseram que estão trabalhando arduamente para impedir.

Outros disseram que o governo deveria concentrar suas iniciativas de tecnologia em outros lugares, especialmente nas escolas. Apenas 19% das escolas públicas do Brasil têm computadores.

O governo diz que planeja complementar o PC Conectado com maiores esforços para colocar mais computadores nas escolas. Ele também está investindo US$ 74 milhões para abrir 1.000 centros comunitários em bairros pobres neste ano, com computadores rodando programas de software livre e oferecendo acesso gratuito à Internet --complementando programas semelhantes dos governos municipais e organizações não-governamentais.

O esforço para superar a exclusão digital tem provocado elogios por toda a indústria de tecnologia. Mas a preferência por software open source é controversa, com críticos dentro e fora do governo dizendo que o governo Lula está deixando a ideologia esquerdista passar por cima das leis de oferta e demanda.

"Não cabe ao governo decidir que hardware e software farão parte destes computadores", disse Julio Semeghini, deputado federal do PSDB, de oposição. "Isto não é democrático."

Mas o caminho do open source conta com apoio fora do governo Lula.

Walter Bender, o diretor executivo do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, cujo parecer foi solicitado pelo governo brasileiro, respondeu em uma recente carta que "software livre de alta qualidade" tem se mostrado mais eficaz em estimular o uso de computadores entre os pobres do que versões simplificadas de software pago.

Seja lá o que o governo decidir, a maioria dos analistas da indústria concorda que o programa provavelmente ajudará a combater a pirataria de software, que é grande no Brasil.

E ao atrair novos consumidores, "mesmo se o programa não atingir suas metas, ele acabará estimulando os mercados de computadores e software", disse Jorge Sukarie, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software. "Não é perfeito, mas é certamente melhor do que nada."

domingo, março 27, 2005

Fundador da web ataca obsessão com direitos autorais

Tim Berners-Lee, um dos fundadores da Internet como é conhecida hoje, fez um alerta contra a voracidade das desenvolvedoras de software que fecham o código de produtos importantes por exigir pagamento de royalties.

A declaração foi feita durante a Emerging Technologies Conference (Conferência de Tecnologias Emergentes) do Massachussets Institute of Technology (MIT). Berners-Lee, diretor do World Wide Web Consortium, disse que as barreiras para o desenvolvimento da Web são sociais tanto quanto tecnológicas.

Segundo ele o próximo stágio da web será melhorar os métodos que os computadores usam, o que será impossível enquanto as epresas segurarem as patentes de programana esperança de ficarem milionárias com os direitos autorais. O palestrante colocou ainda que é de suma importância um acordo para adoção de padrões de comunicação entre computadores e armazenamento de conteúdo online.

original: http://www.magnet.com.br/bits/mercado/2004/09/0057

sábado, março 26, 2005

Nova teoria propõe como tornar objetos invisíveis

Os fãs da série Jornada nas Estrelas estão acostumados a ver as naves Klingon se camuflarem, ficando totalmente invisíveis, reaparecendo apenas para disparar suas armas. Ainda estamos muito longe de ver algo parecido acontecer na prática.


Mas agora dois cientistas da Universidade da Pensilvânia, Nader Engheta e Andrea Alu, demonstraram que é possível fazer com que um objeto fique totalmente invisível. Por enquanto, eles conseguem tornar invisível qualquer objeto desde que ele seja uma esfera microscópica feita de ouro ou prata.

Para fazer o objeto ficar invisível, os cientistas alteraram a forma como ele reflete a luz, utilizando plasmons - vibrações dos elétrons que acontecem na superfície de alguns metais. Os plasmons foram descobertos quando a equipe do Dr. Thomas Ebbesen incidiu luz sobre uma placa de ouro contendo furos menores do que o comprimento de onda dessa luz. Eles não esperavam ver nada do outro lado mas, para sua surpresa, saía mais luz do outro lado do que entrava.

"Um design adequado pode induzir uma queda dramática na superfície de reflexão, tornando o objeto praticamente invisível a um observador," escrevem os cientistas em seu artigo, disponível no site da Universidade (veja quadro Para Navegar).

Os objetos são visíveis aos nossos olhos porque eles refletem a luz. As cores dos objetos variam conforme o comprimento de onda da luz que eles refletem. A parcela da luz não refletida é absorvida. O que os cientistas fizeram foi alterar essa capacidade de reflexão, fazendo com que praticamente toda a luz fosse absorvida. Fazendo a energia dos plasmons coincidir com a energia da luz incidente, eles conseguiram que toda a luz incidente fosse absorvida de um lado e emitida do outro lado do objeto.

Mas a descoberta poderá ter aplicações em outros comprimentos de onda, que não a luz visível. Por exemplo, provavelmente nunca será possível fazer com que um homem se torne invisível aos olhos de outros humanos, mas ele poderá se tornar invisível às microondas, por exemplo, que têm um comprimento de onda maior.

A descoberta tem grande interesse científico e poderá mesmo, um dia, permitir aplicações práticas. Mas os cientistas avisam que ainda não se pode pensar em nenhum objeto do dia-a-dia tornando-se invisível. Objetos grandes têm geometria complexa e necessitariam ser revestidos com camadas de materiais adequados, com características detalhadas em nível nanométrico. Além disso, eles precisariam ser construídos de modo a refletir todos os comprimentos de onda da luz visível, o que ainda não foi conseguido.

A revista Nature também publicou uma reportagem baseada no artigo divulgado pelos cientistas.

Cientistas da Universidade de Ohio (Estados Unidos) descobriram uma forma de ampliar a absorção de luz por uma rede metálica em até 1.000 vezes, o que poderá abrir caminho para a fabricação de sensores químicos e instrumentos de laboratórios muito mais eficientes. A descoberta consiste em uma nova técnica de revestimento que permite que a tela capture e transmita mais luz através de seus poros microscópicos do que seria possivel normalmente.

James V. Coe e seus colegas também descobriram que, se a malha metálica for recoberta com moléculas de gordura, pode-se utilizar o calor para controlar a quantidade de luz que passa pela malha. Os resultados foram apresentados por Coe e seu aluno Kenneth R. Rodriguez na reunião anual da American Chemical.

"Com o revestimento correto, nós descobrimos que podemos controlar precisamente o diâmetro dos buracos e a quantidade de luz transmitida. De fato, a malha age como uma chave ótica," explica Coe, referindo-se a dispositivos que controlam sinais de luz em optoeletrônica. "Com a adição de controles de calor, você pode chamá-la de chave termo-ótica."

A Universidade registrou dois pedidos de patente para a nova tecnologia e está procurando parceiros comerciais para seu aprimoramento. Uma das possibilidades de utilização é o estudo da interação entre colesterol e outras células, ou ainda o efeito do calor sobre o DNA.

O fenômeno de ampliação da luz foi descoberto em 1.998 nos laboratórios da empresa NEC. Os pesquisadores perceberam que fileiras nanométricas de átomos de prata podem transmitir uma quantidade enorme de luz na forma de pacotes de energia chamados plasmons de superfície. A palavra plasmon é uma junção e plasma e fóton. A luz é excitada e reaparece do outro lado da placa, em quantidade superior à prevista.

Os pesquisadores da Universidade de Ohio queriam saber se poderiam criar plasmons em outros metais, utilizando luz infravermelha ao invés de ultravioleta, como feito nos laboratórios da NEC. Para suas experiências, eles utilizaram uma malha metálica de níquel, disponível comercialmente. A olho nu, a malha metálica parece-se com uma fita metálica flexível. Suas perfurações têm menos do que 13 micrômetros de diâmetro.

Os pesquisadores tiveram que criar um método de cobrir a malha de níquel com uma camada de átomos de cobre. Como resultado dessa pesquisa, eles descobriram que poderiam afinar o processo para preencher as bordas das perfurações e estreitar os buracos para qualquer tamanho que eles desejassem. Quando o tamanho dos buracos atingiu uma dimensão comparável àquele do comprimento de onda da luz que atingia a malha metálica, apareceram os plasmons.

Como os buracos normalmente cobrem 25 por cento da superfície, a malha deveria deixar passar apenas 25 por cento da luz que a atingia. Mas, nos testes, a placa transmitiu 75 por cento da luz, o que sugeria que a luz incidente sobre a malha estava sendo transmitida para o outro lado. É como se a placa perfurada sumisse com a luz de um lado e a fizesse reaparecer do outro lado, uma vez que não há área suficiente para que tanta luz atinja o outro lado.

Quando os pesquisadores adicionaram uma camada de gordura, mais especificamente moléculas obtidas da soja, a superfície absorveu ainda mais luz, atingindo até 1.000 vezes mais do que em qualquer outra experiência com plasmons.

As moléculas de gordura vegetal podem ser utilizadas para controlar a quantidade de luz passante devido ao seu formato. Em temperatura ambiente elas formam longas cadeias que permanecem retas sobre a superfície. Mas, à medida em que a temperatura sobe, as cadeias se quebram, alterando a polarização da luz. Em um processo ainda não totalmente entendido pelos pesquisadores, o processo funciona seguidamente desde que se mantenha as moléculas hidratadas, ou seja, desde que a temperatura não ultrapasse os 100º C.

original: http://www.mpsnet.net/virtualshop/Noticias_arquivos/not02032005.htm

sexta-feira, março 18, 2005

MIT recomenda software livre ao governo brasileiro

O Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o prestigiado MIT, recomendou ao governo brasileiro a adoção do software livre - em vez de sistema proprietário oferecido pela Microsoft - no programa PC Conectado, que tem como objetivo vender milhares de computadores à população de baixa renda com preços reduzidos. A recomendação consta em uma carta obtida hoje pela Reuters.

"Nós defendemos o uso de software livre de alta qualidade como oposição ao uso de versões reduzidas de programas proprietários de custo maior", afirmou o diretor do laboratório do MIT, Walter Bender, em carta enviada ao governo brasileiro. "Software livre é melhor em termos de custos, poder e qualidade."

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários ministros podem decidir em breve se software livre ou uma versão simplificada do Windows será instalada nos computadores do programa. O projeto tem meta de vender até 1 milhão de computadores em um ano, com custos parcialmente subsidiados pelo governo.

A decisão final sobre qual software será instalado já foi adiada algumas vezes. Alguns membros do governo acreditam que os consumidores deveriam poder escolher entre comprar um computador com código livre e pagar um pouco mais por uma máquina com software da Microsoft. A preocupação é que esta alternativa faria mais sentido para consumidores que já estão familiarizados com a plataforma da Microsoft.

Entretanto, defensores do software livre na administração federal acreditam que a Microsoft deveria ficar fora do programa. Muitas instâncias do governo estão migrando para o Linux, para reduzir milhões de dólares em custos com licenciamento de software. "Uma vez que o crescimento econômico sustentado baseia-se em contribuições a uma economia criativa e baseada em conhecimento, é óbvio para nós que o melhor caminho é fornecer a maior penetração de mercado possível", afirmaram Bender e o co-autor da carta, o cientista David Cavallo. "É também óbvio que a tecnologia mais poderosa e a custo mais baixo fornece a maior penetração."

A Microsoft não comentou o assunto.

quinta-feira, março 17, 2005

A la carte

Desprezando as pressões para democratizar o uso e desenvolvimento de software, Conselho da União Europeia remete ao Parlamento um projeto que consagra as patentes em todo o continente e beneficia monopólio

Na última quinta, ele apareceu pelo décimo primeiro ano
consecutivo no topo da lista dos homens mais ricos do
mundo, publicada pela revista Forbes. Sua fortuna pessoal,
avaliada em US$ 46,5 bilhões, corresponde a quase o dobro da
do terceiro colocado (o indiano Lakshmi Mittal, dono de US$
25 bilhões). Mesmo assim a União Européia resolveu dar uma
ajudinha para William Gates III se tornar ainda mais rico,
dificultando a vida das pequenas e médias empresas que disputam
mercado com a Microsoft.

No último dia 7, o Conselho da União Européia (UE) enviou ao
Parlamento a diretiva de patentes conhecida como a "versão de 18
de maio de 2004", que harmoniza e amplia o uso de patentes de
software na Europa. Desde 2002, o Conselho da UE vem gestando
uma harmonização das leis para os diversos países da União
Européia - atualmente, tribunais de diferentes países têm regras
distintas e o texto de 18 de maio é a versão mais dura e mais
favorável às grandes empresas. A diretiva deve ser votada pelo
Parlamento Europeu num prazo de três meses e, para ser rejeitada
ou sofrer emendas, precisa do voto de 367 parlamentares (a
metade mais um do número total de deputados: 732).

A reunião do Conselho da UE que aprovou o texto foi
bastante conturbada. O próprio presidente do Conselho, Jean
Asselborn, ministro de relações exteriores de Luxemburgo,
admitiu que vários países eram contra a proposta mas que
ela só foi adotada "por razões institucionais, para que não
fosse criado um precedente para outros processos". Portugal,
Polônia e Dinamarca estão entre os países (outros não foram
revelados) que foram contra a aprovação, pedindo que o texto
fosse discutido com mais profundidade.

O Conselho da UE é formado por comissários representantes dos
países membros. Em cada reunião, temática, estão presentes
apenas um representante para cada país. Cabe ao Conselho da
UE propor as leis que serão aprovadas pelo Parlamento.

O modo como a reunião foi conduzida e a insistência da
presidencia do Conselho em aprovar a diretiva de patentes está
sendo interpretada por ativistas de todo mundo como um episódio
que compromete a legitimidade da União Européia. O Parlamento
Europeu pediu, no último mês, a reabertura da discussão sobre
patentes de software. O Conselho da UE negou o pedido e fez
justamente o contrário, aprovou o texto antigo.

"Não consigo ver como é que os proponentes da Constituição
Européia ainda a podem apoiá-la com honestidade. Este evento
demonstra que algo está claramente podre na cidade de Bruxelas
no edifício do Conselho. Teria sido muito mais fácil se
essas regras simplesmente fossem descartadas e substituídas
por 'A Presidência do Conselho e a Comissão podem fazer o
que quer que desejem'", declarou o diretor da Fundação por
uma Infra-estrutura de Informação Livre (FFII, pela sigla
em inglês), Jonas Maebe. Entidades de todo o mundo, muitas
delas ligadas ao software livre, iniciaram uma campanha em
que comparam a União Européia a uma "república das bananas".

Os marionetes da Microsoft

O polêmico texto de 18 de maio de 2004 foi redigido quando
a Irlanda, país visto como tendo conexões muito próximas
com a Microsoft, ocupava a presidência do Conselho da União
Européia. O cargo era ocupado pelo atual ministro das Finanças,
Brian Cowen. Charlie McCreevy, que atualmente preside a
Comissão do Conselho da União Européia para o Mercado Interno,
foi ministro das Finanças do país até 2004 e é acusado de
ser um "vassalo de Bill Gates". "O poder do presidente de uma
Comissão do Conselho sobre o processo legislativo é imenso",
afirma Florian Mueller, membro da campanha pan-européia contra
as patentes de software.

A Irlanda, que há vinte anos atrás era um dos países mais pobres
da Europa, tem sido usada como uma espécie de paraíso fiscal da
Microsoft, porta de entrada para o mercado europeu. O país cobra
apenas 10% de imposto sobre os produtos da empresa, que podem
ser vendidos em todo o continente sem nenhuma taxa adicional
graças ao acordo comercial europeu. Ganham a Microsoft e a
Irlanda (que hoje tem a maior renda per capita do continente)
mas perdem todos os outros Estados europeus. Os Estados Unidos,
por sua vez, subsidiam a Microsoft e ajudam a Irlanda, país
com quem tem laços históricos, ao cobrar impostos muito baixos.

Ameaça aos pequenos

Atualmente, as patentes de software já estão em vigor nos
Estados Unidos mas, se forem adotadas também pela Europa,
deverão ser empurradas ao resto do mundo por meio de acordos
comerciais como os da Organização Mundial de Comércio (OMC). O
sistema estadunidense, similar ao que está sendo cogitado para
a União Européia, permite o patenteamento de idéias óbvias
e, às vezes, risíveis. "Vender coisas fazendo uso de rede
por meio de um processador de pagamentos ou usando um micro
servidor e um cliente"; "vender coisas por meio de redes de
telefones celulares"; "distribuir vídeo pela internet"; "o
formato de arquivo '.jpg'"; "distribuir filmes pela internet",
são exemplos de patentes já concedidas pelo Escritório da
Patentes Europeu e que poderão agora ser aplicadas.

Com elas, ficam ameaçadas as pequenas e médias empresas e
comprometida a competitividade do mercado de software. Pequenas
e médias empresas não têm condições de enfrentar as custas
judiciais de uma acusação de violação de patente que, em
geral, supera os US$ 2 milhões. As grandes corporações, para
se protegerem de processos movidos por suas rivais, têm obtido
patentes indiscriminadamente - o que custa caro - nem que seja
somente para obterem poder de barganha em uma disputa legal.


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quarta-feira, março 02, 2005

Poderes ocultos por toda parte

Teorias conspiratórias oferecem explicações sedutoramente simples para um mundo caótico. Mas cuidado! Não acredite facilmente.


O presidente John F. Kennedy não foi assassinado por Lee Harvey Oswald; na verdade, ele foi morto pela CIA por se opor às operações clandestinas da agência de inteligência. A princesa Diana não morreu num acidente de carro enquanto o motorista fugia de paparazzi; a família real teve participação na morte porque não queria que Diana herdasse poder ou riqueza. E quando você vê aviões de caça a grandes altitudes deixando trilhas de condensação por onde passam, não é apenas o efeito físico da emissão de calor no ar frio e úmido; os aviões estão pulverizando gotículas - trilhas químicas, ou chemtrails - sobre as pessoas, às vezes testando agentes infecciosos ou venenos, ou, quem sabe, vacinas.

Teorias conspiratórias têm florescido por séculos, e a internet acelerou a sua disseminação. Pessoas que acreditam em rastros químicos criaram diversos sites na web para alertar as outras sobre esse perigo. A BBC (British Broadcasting Corporation) localizou mais de 36 mil sites apresentando mitos e lendas sobre o acidente fatal de Lady Di em 1997.

Por que as pessoas vão tão longe para tentar provar que poderes ocultos estão por trás de tudo, desde a disseminação de doenças até a morte de celebridades? E aqueles que acreditam nessas teorias apenas têm imaginação fértil, ou há algo mais se passando em suas cabeças? A maioria dos indivíduos que se deleitam com histórias de conspiração é saudável, mesmo quando se aproxima dos limites do delírio.

Psiquiatras definem como delirante alguém que tenha uma falsa visão da realidade e se aferre a ela com convicção, a despeito de argumentos e indícios claros contra essa percepção. Sua certeza resoluta pode assumir diversas formas. Nos delírios relacionais, um indivíduo vê todas as pessoas, os acontecimentos e objetos à sua volta como ligados a ele.

Acredita que a vitrine da loja da esquina está lhe enviando mensagens, ou que determinado artigo de jornal dirige-se exclusivamente a ele. Já nos casos de delírios persecutórios, o indivíduo pensa que os outros o estão observando, ouvindo suas conversas ou seguindo seus passos.

LIMITES DA SANIDADE

Seja qual for o delírio, o terapeuta em geral não consegue dizer se uma idéia aparentemente maluca tem ou não base na realidade - e, em certo sentido, não é isso o que importa. O diagnóstico de delírio é baseado, sobretudo, no modo como o paciente apresenta a idéia e sua certeza absoluta sobre os fatos que dela decorrerão. Mesmo assim, os terapeutas devem ser cautelosos. Afinal, é possível que uma paciente esteja realmente sendo assediada no trabalho, traída pelo marido ou enganada por seu sócio.

Os terapeutas também devem tomar cuidado para não confundir fatos com delírios, uma armadilha conhecida como o efeito Martha Mitchell. Martha era esposa de John Mitchell, ex-procurador-geral dos Estados Unidos. Em outubro de 1972 ele foi acusado de ter dado a ordem para invadir o comitê central da campanha dos democratas, no Watergate Hotel, em Washington. Martha diversas vezes afirmou à imprensa que seu marido estava sendo usado como bode expiatório para proteger o verdadeiro culpado - o presidente Richard M. Nixon. A Casa Branca espalhou boatos sobre Martha, dizendo que ela sofria de alcoolismo e insinuando que suas declarações não passavam de delírios. Quando o escândalo finalmente foi esclarecido, as afirmações de Martha foram comprovadas e ficou demonstrado que ela era completamente sã.

O enorme número e o sucesso de livros e programas de televisão sobre "o que de fato aconteceu" em Watergate ou "quem realmente matou" o presidente JFK atestam que as pessoas são facilmente seduzidas por teorias conspiratórias. Mas, por quê? Uma resposta inicial é que essas teorias oferecem uma mensagem simples. Não importa o acontecimento, há uma única força - em geral malévola - por trás dele. Muitos de nós tendem a simplificar exageradamente questões complicadas, reduzindo-as a uma causa única sempre que possível. Tal procedimento organiza o caos, torna inteligível um mundo complexo. E, uma vez que tenham acreditado entender como algo funciona, se aferram a essa crença.

Crer em um plano secreto supremo elaborado por uma poderosa organização estabelece relações de causa e efeito simples que se desenrolam numa cadeia linear de acontecimentos. O acaso e a ambigüidade não desempenham nenhum papel, algo reconfortante até mesmo diante de forças sinistras.

Conspirações têm grande chance de se tornar populares quando alimentam preconceitos ou superstições já existentes, e a crença na conspiração reforça essas posições. Nesse círculo vicioso, toda e qualquer conexão com a realidade é rapidamente perdida. E, se a teoria confirma velhas suspeitas aceitas por muitos, o número de adeptos aumentará.

RAÍZES DA DESCONFIANÇA

Um bom exemplo, apesar de hediondo, é a acusação, feita em diversos momentos desde a Idade Média, de que judeus sacrificariam crianças cristãs em rituais secretos. Esse mito foi reforçado pelo monge beneditino britânico Thomas de Monmouth. Em seu livro Vida e milagres de São Guilherme de Norwich, publicado em 1713, Thomas contava a morte de um menino de 12 anos. Valendo-se de indícios inconsistentes, ele afirmava que o garoto fora vítima de um assassinato ritual praticado por judeus.

Esse libelo infamante foi reiteradamente martelado até o século XIX.

Escritos anti-semitas e documentos falsificados, tais como O judeu do Talmude, publicado pelo teólogo August Rohling em 1871, conferiram um ar pseudocientífico às lendas. Essas e outras falsas acusações do mesmo tipo ajudaram a alimentar o anti-semitismo do século XX e até os dias atuais.

As pessoas parecem particularmente dispostas a aceitar histórias extravagantes como essas se elas brotam de uma desconfiança generalizada no outro. Em 1994, Ted Goertzel, da Universidade Rutgers, EUA, realizou um estudo em que os entrevistados liam dez histórias conspiratórias e depois eram questionados sobre quais eles julgavam verdadeiras. A maioria respondeu que pelo menos uma delas estava correta, e muitos aceitaram várias como sendo verídicas. Por exemplo, metade dos participantes acreditava que os japoneses conspiravam para destruir a economia americana. No entanto, ainda mais interessante foi a descoberta de Goertzel de que pessoas descontentes com a vida tinham maior propensão a acreditar em teorias conspiratórias. Os entrevistados mais crédulos também tendiam a demonstrar maior desconfiança em relação a políticos e servidores públicos.

Auto-identificação racial também pode influir. Grande parte dos afro-americanos participantes do estudo acreditava que o governo americano havia criado o vírus da Aids em laboratórios secretos e infectado propositadamente pessoas negras. Talvez essa crença tenha origem em algo desconhecido conscientemente. Em 1932, na cidade de Tuskegee, no Alabama, pesquisadores do precursor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças deram início a um tristemente célebre estudo envolvendo quase 400 homens afro-americanos infectados com sífilis.

Em vez de dar o diagnóstico correto, os pesquisadores simplesmente informaram aos homens que exames médicos indicavam que eles tinham "sangue ruim" - um termo usado naquela época para uma série de problemas, da anemia à síndrome da fadiga crônica. Os pesquisadores ofereceram a esses homens pobres e desesperados tratamento gratuito e até mesmo se ofereceram para arcar com os custos de seus funerais, caso necessário. Na verdade, os médicos queriam estudar o progresso da sífilis quando não tratada - até seu ponto final, a morte. Mesmo após a penicilina se tornar largamente difundida, em 1947 - medicamento que poderia ter curado esses pacientes -, o estudo continuou. Muitos participantes morreram, mas não sem antes contaminar outras pessoas.
Esses homens foram tratados como ratos de laboratório.
Surpreendentemente, o projeto continuou até 1972, quando a jornalista Jean Heller descobriu o plano secreto. Três meses depois o governo federal declarou que o estudo era antiético e o interrompeu. Um tribunal concedeu indenização de US$ 9 milhões aos participantes e suas famílias, além de tratamento médico gratuito. No entanto, nenhum dos pesquisadores ou administradores envolvidos foi responsabilizado criminalmente. Somente em maio de 1997 o presidente Bill Clinton pediu desculpas oficialmente aos oito sobreviventes.

Essa história, e outras semelhantes, pode muito bem ter alimentado a idéia, largamente aceita entre os afro-americanos entrevistados por Goertzel, de que o governo americano conspirou para disseminar a Aids entre membros de sua raça. A ocultação de fatos reais também pode ser o motivo pelo qual muitos negros ainda desconfiam dos atuais esforços do Centro de Controle e Prevenção de Doenças para prevenir e tratar a síndrome nacionalmente.

Uma teoria conspiratória não precisa, no entanto, ter suas raízes em um fato real. Incidentes completamente inventados bastam, desde que sejam verossímeis. Na política, teorias conspiratórias falsas são freqüentemente usadas para difamar um adversário. Ao longo da história, governantes têm apresentado seus oponentes como conspiradores responsáveis por toda sorte de revés. No século I d.C., o imperador romano Nero espalhou o boato de que os cristãos atea-ram fogo em Roma. Na Idade Média, massacres organizados de judeus foram desencadeados quando líderes russos fizeram acusações bizarras, e extremamente imaginosas, contra eles.

Um dos exemplos mais bem-sucedidos, e também dos mais perversos, são os Protocolos dos sábios de Sião. Esse livro, aparentemente publicado pela polícia secreta do czar russo Nicolau II, em 1897, insinuava uma conspiração de judeus e maçons para conquistar o mundo. O documento forjado acusava ambos os grupos de serem responsáveis pela Revolução Francesa, bem como pela ascensão do socialismo e do anarquismo - em suma, por tudo aquilo que os monarquistas e nacionalistas de fins do século XIX e começo do século XX temiam. Os Protocolos exerceram enorme influência sobre a opinião pública de diversos países.

Desde o início questionou-se a autenticidade dos Protocolos, mas isso em nada afetou sua disseminação. Paradoxalmente, os argumentos contra a veracidade do livro apenas reforçaram a crença na existência de uma conspiração judaica internacional dedicada a desacreditá-lo. O texto apareceu e reapareceu seguidamente sob novos disfarces, na maioria das vezes acompanhado por outros tratados anti-semitas. Entre outras coisas, o texto serviu como importante fonte da ideologia nazista, tendo sido adotado por Adolf Hitler. Chegou a ser incluído na lista de leituras obrigatórias das escolas alemãs, a partir de 1935. Atualmente, os Protocolos são largamente difundidos em países árabes, envenenando a mente de seus leitores.

MACARTHISMO

Teorias conspiratórias oferecem a manipuladores políticos justificativas para usar todo e qualquer meio possível para destruir seus rivais. O famigerado Sub-comitê Permanente de Investigações do Senado dos Estados Unidos, presidido pelo senador Joseph McCarthy no início dos anos 50, procurava comunistas escondidos por todo o país - e, claro, os encontrou. Uma denúncia, assim como a recusa de alguém em apontar outros supostos comunistas, era suficiente para "provar" que a pessoa era comunista. Quase 10 mil pessoas perderam seus empregos em razão de acusações falsas ou obtidas mediante coação. Assim, os partidários de uma grande conspiração comunista viram suas idéias confirmadas por esses resultados.

Ditadores e tiranos, para se rodearem de um exército de seguidores que os sirva cegamente, inventam constantemente novos complôs contra seus regimes. E pelo fato de seus supostos oponentes agirem às escondidas, eles podem ser qualquer um ou estar em qualquer lugar - o que torna necessário estar sempre alerta. É desse modo que autocratas justificam órgãos de repressão. Além disso, como os regimes ditatoriais, aos olhos de seus simpatizantes, estão sempre certos, qualquer problema que surja é sempre atribuído a conspiradores e não a erros próprios.

Até mesmo sociedades democráticas inventam ou são seduzidas por histórias fantasiosas. Muitos escritores e editores publicaram, depois dos ataques de 11 de setembro, "dossiês" culpando os mais diversos grupos.

Alguns até afirmaram que os ataques foram realizados pela CIA. Os defensores dessas teorias colocavam em dúvida a versão oficial dos fatos, propondo explicações apoiadas em "especialistas" anônimos da internet como suas fontes. Outros chegaram a afirmar que agentes secretos americanos fizeram colidir, por meio de controle remoto, os dois aviões contra o World Trade Center. E, uma vez que agentes sabiam que o impacto talvez não fosse suficiente para os prédios desabarem, eles também teriam explodido suas estruturas no momento do choque. Por quê? Para que a superpotência pudesse usar a tragédia para justificar suas operações militares no Oriente Médio. As operações seriam, por si só, provas mais do que suficientes da armação.

Essa lógica - uma inversão da causa e efeito - é típica das teorias conspiratórias. Fatos atuais - como a "guerra ao terrorismo", em grande parte uma reação ao ataque ao World Trade Center - são usados como indícios para provar que tais acontecimentos foram planejados muito antes. Teóricos da conspiração nem imaginam que a história pudesse ter se desenrolado de outro modo.

De dentro de seus casulos de motivos pressupostos e maquinações, os autores de teorias da conspiração também criam suas próprias defesas.

Suas reputações dependem da habilidade para defender suas idéias contra todos que as contestam. Uma tática clássica é alegar compreensão absoluta das coisas. Em sociedades antigas, compreensão absoluta advinha de oráculos e presságios. O poder dos sacerdotes também se fundava na capacidade de entender sinais. Apenas uns poucos estavam aptos a ler sinais mágicos ou interpretar as entranhas de animais sacrificados e, deste modo, explicar a vontade dos deuses.

A predisposição da sociedade para colocar em pedestais aqueles que são capazes de interpretar esse conhecimento oculto persiste ainda hoje.
Sherlock Holmes, avô dos modernos detetives, solucionava crimes com base em um punhado de pistas. Médicos diagnosticam enfermidades internas baseados em sinais exteriores da doença. Astrônomos podem explicar tanto o começo como o fim do Universo pela simples observação do céu à noite.

Pelo fato de que conspirações, por definição, acontecem às sombras, apenas os iniciados podem compreendê-las. Isso eleva os teóricos da conspiração à condição de profetas e satisfaz seus egos. E eles podem sempre contar com apoio, pois suas interpretações alimentam as necessidades ou preconceitos de muita gente.

Teorias da conspiração dizem muito a respeito dos inimigos imaginários, medos e preconceitos daqueles que as criam, e por isso podem ser úteis como documentos da história contemporânea. No mundo atual, que tantos consideram demasiado complexo, explicações simples são atraentes. Por isso, é muito provável que os primeiros anos do século XXI experimentem um aumento vertiginoso da crença em conspirações.

original: http://www2.uol.com.br/vivermente/conteudo/materia/materia_19.html

Bill Gates cavaleiro na Inglaterra?

O fundador e presidente da Microsoft, Bill Gates, será nomeado cavaleiro honorário pela rainha Elizabeth na quarta-feira. O título britânico será concedido por sua contribuição às atividades das empresas de informática.

Gates, o homem mais rico do mundo, receberá o reconhecimento da rainha no Palácio de Buckingham. Em meio ao luxo e pompa do palácio, Gates se curvará perante a rainha, que vai tocar seu ombro com uma espada.

Somente cidadãos britânicos podem ter o direito de colocar diante de seus nomes o título "Sir". A honra não se estende a outras nacionalidades. No ano passado, rumores indicaram que Gates seria nomeado cavaleiro. O secretário britânico de Relações Exteriores, Jack Straw, chegou a afirmar que Gates era "um dos líderes empresariais mais importantes de sua era".

"A tecnologia da Microsoft transformou as práticas empresariais e sua companhia vem tendo um impacto profundo na economia britânica", salientou Straw.

original: http://informatica.terra.com.br/interna/0,,OI480400-EI553,00.html

Você é comunista?

"Bill Gates e outros comunistas
por Richard Stallman

Quando o site CNET News.com perguntou à Bill Gates sobre patentes de software, ele mudou de assunto e falou sobre "propriedade intelectual" misturando tudo com várias outras prerrogativas legais.

Então ele disse que todos que não derem suporte para a legislação sobre patentes é um comunista. Já que não sou comunista mas tenho criticado as patentes de software, fiquei pensando que esse tipo de comentário deve referir-se à mim.

Quando alguém usa o termo "propriedade intelectual" normalmente ou está confuso sobre o assunto ou está tentando confundir você. Esse termo é usado para colocar no mesmo pacote as leis de copyright (direitos autorais), leis de patentes e várias outras legislações, cujos dispositivos e efeitos são totalmente diferentes uns dos outros. Por que o Sr. Gates faz isso, misturando todos esses conceitos? Vamos analisar as diferenças que ele escolheu esconder.

Desenvolvedores de software não estão lutando contra as leis de copyright (direitos autorais e direitos de cópia), porque o desenvolvedor de um programa mantém o copyright do programa; desde que os programadores tenham escrito o código, ninguém mais possuirá o copyright para esse código. Não há perigo de que terceiros tenham um caso legal válido de quebra de direitos de copyright contra os programadores de um código.

Patentes são uma história diferente. Patentes de Software não cobrem o código do programa ou o programa pronto; cobrem idéias (métodos, técnicas, caracteristicas, algoritmos, etc.). Desenvolver um grande programa envolve combinar milhares de idéias, e mesmo que algumas delas sejam completamente novas, o resto precisa vir de outros softwares que o desenvolvedor já tenha visto. Se cada uma dessas idéias pudesse ser patenteada por alguém, cada grande programa iria infringir centenas de patentes. Desenvolver um grande programa significaria estar vulnerável à centenas de potenciais processos judiciais. Patentes de software são ameaças aos desenvolvedores de software, e aos usuários, que também podem ser processados.

Alguns poucos afortunados desenvolvedores de software estariam livres de todo o perigo. Seriam as megacorporações que, normalmente, possuem milhares de patentes cada e licenciamento cruzado uma com a outra. Isto dá à elas uma vantagem sobre rivais menores que é irreversível. Esta é a razão pela qual geralmente são as megacorporações que fazem lobby por patentes de software.

A Microsoft de hoje é uma megacorporação com milhares de patentes. Microsoft disse em juízo que o maior competidor do Windows é "Linux", referindo-se ao sistema operacional e software livre chamado GNU/Linux. Documentos internos da Microsoft que vazaram para o público dizem que a Microsoft visa usar as patentes de software para anular o desenvolvimento do GNU/Linux.

Quando o Sr. Gates começou a criar sua solução para o problema do spam, eu suspeitei que tratava-se de um plano de usar as patentes de software para assumir o controle da Internet. De fato, em 2004, a Microsoft pediu à IETF (Internet Engineering Task Force ou Força Tarefa de Engenharia da Internet) para aprovar um protocolo de e-mail que a Microsoft tentava patentear. A política de licenciamento para o protocolo foi criada para proibir inteiramente o software livre. Nenhum programa que suportasse esse protocolo de e-mail poderia ser lançado como software livre, sob a GNU GPL (Licença Geral Pública do GNU), a MPL (Licença pública Mozilla), a licença Apache, quaisquer licenças BSD, ou qualquer outra licença livre.

A IETF rejeitou o protocolo da Microsoft, mas a Microsoft afirmou que tentaria convencer grandes provedores de internet a usar o protocolo de qualquer modo. Graças ao Sr. Gates agora sabemos que uma internet aberta com protocolos que qualquer um possa implementar é comunismo; e que esta foi desenvolvida pelo mais famoso agente comunista que há, o departamento de defesa dos Estados Unidos da América.

Com a participação de mercado que a Microsoft tem, ela pode impor sua escolha de sistema de programação ao mercado como um padrão de-facto. A Microsoft já patenteou alguns métodos de implementação usados em .Net, aumentando a preocupação de que milhões de usuários foram inseridos em um monopólio que o próprio governo dos Estados Unidos a América já tentou combater.

Mas capitalismo significa monopólio; ao menos a visão de capitalismo de Gates significa. Pessoas que acham que qualquer um deve estar livre para programar, livre para escrever softwares complexos, são comunistas como o Sr. Gates já colocou. Mas estes comunistas já infiltrama-se até mesmo na Microsoft. Aqui está o que Bill Gates disse à seus empregados na Microsoft em 1991:

'Se as pessoas tivessem entendimento sobre como patentes seriam concedidas quando a maioria das idéias de hoje foram inventadas e tivessem registrado-as, a industria de hoje estaria completamente paralisada...No futuro uma pequena empresa de informática que não possua patentes próprias será forçada a pagar qualquer preço que as gigantes escolham impor.'

O segredo do Sr. Gates foi agora revelado; ele também era um "comunista"; ele também reconheceu que patentes de software eram danosas, até que a Microsoft tornou-se uma das gigantes. Agora a Microsoft pretende usar as patentes de software para impor qualquer preço que escolha à você e à mim. E se objetarmos contra isso o Sr. Gates irá nos chamar de "comunistas"

Se você não tiver medo de ser assim rotulado, visite ffii.org (Foundation for a Free Information Infratructure ou Fundação para uma Estrutura de Informação Livre), e junte-se à luta contra as patentes de software na Europa. Nós já persuadimos o Parlamento Europeu uma vez - até mesmo alguns Primeiros Ministros de direita são "comunistas" ao que parece - e com sua ajuda vamos fazê-lo novamente.

Richar Stallman é presidente da Free Software Foundation e chefe do projeto GNU."

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Tecnologia usa corpo humano como rede de dados

A Nippon Telegraph and Telephone (NTT) desenvolveu uma tecnologia que utiliza o corpo humano como rede de alta velocidade para promover a comunicação entre aparelhos eletrônicos e usuários.

Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (21/02), pesquisadores do Laboratório de Integração de Micro-sistemas da NTT criaram transceivers - modems capazes de enviar informações sem fio - aptos para enviar e receber dados por campos elétricos na superíficie do corpo.

A tecnologia leva o nome de Human Area Networks (HANs). Tais campos passam a atuar como transmissores de dados com velocidades de até 10 megabits por segundo entre os transceivers mantidos perto da superfície do corpo.

A companhia acredita que a tecnologia pode ser desenvolvida como alternativa para Bluetooth ou rede sem fio WLAN para curtas distâncias, segundo Toshiaki Asahi, pesquisador da empresa.

"Se o desenvolvimento for bem o suficiente, esperamos lançar os sistemas HAN em 2006", destacou. Ainda de acordo com a NTT, as aplicações para HANs incluem funções de segurança e identificação.

Os transceivers, chamados RedTacton, funcionam utilizando um sensor óptico que interpreta as flutuações no campo elétrico do corpo humano por meio do uso de um laser em miniatura e de um cristal acoplado. O laser mede as flutuações e como estas afetam o cristal.

Os campos elétricos existem em torno de vários objetos, incluindo metais, plásticos, vidro, cerâmicas e líquidos. Uma pessoa equipada com um sensor pode trocar dados com outras pessoas que também carregam um sensor por meio de um aperto de mãos.

A NTT começará a testar os campos em abril, em um processo que deverá durar até setembro. A companhia também trabalhará com grandes empresas de eletrônicos e arquitetos.

original: http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/TelecomInterna.aspx?GUID=DDF8C516-29F6-4446-BCC5-7DFF61BEFDA3&ChannelID=2000016