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segunda-feira, agosto 06, 2007

Imagem subliminar high-tech


A empresa kameraflage resolveu aproveitar a grande utilização das câmeras digitais, cada vez mais presentes do dia-a-dia das pessoas -- principalmente com a sua inclusão em telefones celulares -- para apostar em mensagens que só podem ser vistas através do aparelho.

Isto é possível porque as câmeras digitais vêem um espectro da luz mais amplo que os olhos humanos. Ao colocar conteúdo em uma blusa, por exemplo, em uma segunda camada nessas cores invisíveis para o olho, a câmera digital consegue registrar a imagem.

Um exemplo de aplicação está no vestuário -– mensagens e desenhos escondidos podem ser aplicados nas roupas, aparecendo apenas quando vistos através de uma câmera digital. Segundo o site da empresa, a aplicação dessa camada invisível pode ser muito utilizada por pessoas que usam uniformes para trabalhar e estudar, por exemplo, mas querem impor alguma característica pessoal à roupa. Qualquer câmera digital, sem necessidade de software ou adaptação, pode registrar as imagens escondidas.

Aplicando a técnica em filmes, por exemplo, seria possível mostrar legendas apenas para as pessoas que desejassem. Bastaria que essas utilizassem o visor da câmera para ver as imagens –- algo um pouco incômodo, mas que permite que diversas pessoas vejam juntas um filme de maneira diferente. Sem a câmera, nenhuma legenda apareceria e o filme continuaria igual.


A propaganda também pode se beneficiar. Alguns locais, como museus e localizações históricas, não podem ter anúncios nem marcas. Com a kameraflage, esses dados ficariam invisíveis e não alterariam a paisagem, aparecendo apenas na câmera digital para atingir o público –- esta possibilidade pode ser um pouco controversa, por “poluir” as fotos, e ainda precisa ser estudada e desenvolvida.

A aplicação mais viável parece ser mesmo no vestuário, algo mais pessoal. O primeiro protótipo foi apresentado por uma modelo na Semana de Moda de Paris, em 2006, e a empresa planeja divulgar outros desenhos em breve.

quinta-feira, junho 14, 2007

Motor de plasma



Um laboratório científico radicado na Costa Rica testou durante mais de três horas ininterruptas um motor de plasma, um avanço para uma eventual viagem tripulada a Marte, informou nesta quarta-feira um de seus responsáveis.

O motor foi ligado no mês passado no laboratório Ad Astra Rocket e conseguiu se manter estável por mais de três horas, com temperaturas em torno dos 50 mil graus Celsius, disse o diretor da Ad Astra Costa Rica, Ronald Chang.

A Ad Astra Rocket, empresa do astronauta costarriquenho Franklin Chang, funciona na localidade de Libéria, 250 Km ao norte da capital da Costa Rica. Após esta experiência, está previsto em dezembro próximo que o motor de plasma seja testado em uma câmara a vácuo na Ad Astra Houston, para em seguida iniciar a construção de um motor que sirva para mover satélites e estabilizar estações espaciais com um custo mínimo em comparação com os atuais.

O objetivo é que, dentro de alguns anos, será possível lançar uma nave tripulada para Marte, aonde, com um motor deste tipo, chegaria em menos de 40 dias. Com os sistemas de propulsão atuais, além do alto custo econômico da missão, o trajeto levaria dois anos. "Conseguimos melhorar substancialmente o que tínhamos alcançado em dezembro", disse Ronald Chang, irmão do astronauta.

Em dezembro passado, os cientistas chefiados por Chang conseguiram manter um disparo de plasma durante dois minutos, marcando o início da construção de um motor. Chang destacou a capacidade do laboratório e dos cientistas costarriquenhos em manter durante várias horas o disparo estável do plasma.

A Ad Astra estimou que, em dezembro próximo, será possível disparar o protótipo do motor numa câmara de vácuo nos Estados Unidos, e se tiver sucesso, construiria um motor para testá-lo na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em 2009 ou 2010.

Os foguetes baseados em produtos químicos queimam o combustível e os gases são expelidos para trás em grandes quantidades. Isto provoca uma aceleração muito forte, mas em poucos minutos são consumidas toneladas de combustível.

Os motores de plasma, ao contrário, expulsam apenas alguns íons (átomos privados de um elétron e com carga elétrica), mas a mais de 55 mil Km/h. A velocidade superior de saída compensa, em parte, a minúscula massa de material ejetado, o que aumenta a eficiência.

No entanto, o motor de plasma tem uma aceleração muito pequena, a ponto de torná-lo inútil para decolar de um planeta. Ao contrário, é ideal para uma viagem interplanetária, a partir da órbita de um corpo celeste e onde já não exista a fricção atmosférica.

Segundo os cientistas, o motor de plasma é composto de três células magnéticas: uma fonte de plasma, um "superalimentador" que utiliza ondas eletromagnéticas e uma denominada tubeira magnética. "A fonte de plasma é constituída da injeção principal de gás neutro (tipicamente hidrogênio ou outros gases leves) para ser transformada em plasma e no sistema de ionização", informou a Ad Astra.

Depois, o "superalimentador" utiliza ondas eletromagnéticas para energizar ainda mais o plasma e atingir a temperatura desejada, e a "tubeira magnética" transforma, finalmente, a energia do plasma em impulso. Franklin Chang, de 57 anos, é engenheiro mecânico e doutor em engenharia nuclear. Durante sua estadia na Nasa como astronauta, ele fez sete viagens espaciais. Ele deixou a agência espacial americana em 2005 para se dedicar ao sonho de desenvolver o motor de plasma.

A viagem a Marte é planejada há vários anos. Mas, "ela poderá ser realizada em 20 anos, não é para o futuro imediato", contemporizou Ronald Chang.

fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1686195-EI4799,00.html

quinta-feira, maio 03, 2007

Key DVD DRM

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terça-feira, abril 17, 2007

Eletricidade pelo ar

Tecnologia acaba com fios e transmite eletricidade pelo ar


A Powercast criou um pequeno transmissor que envia baixas voltagens de energia pelo ar que funciona de forma tão simples quanto recarregar a bateria de um celular.

Um transmissor é colocado em uma tomada na parede e envia, de forma segura, ondas de rádio de baixa freqüência.

As ondas de rádio mudam a freqüência quando encontram paredes ou objetos. Pequenos receptores que estão no equipamento, que pode ser um MP3 player ou um celular, “ouvem” a freqüência e capturam 70% da energia do sinal de rádio. Esta freqüência é convertida em eletricidade.


As aplicações são ilimitadas. Pense na bateria do seu celular sendo carregada enquanto você está sentado na mesa de trabalho. “Qualquer equipamento que use pequenas baterias pode se beneficiar desta tecnologia”, declarou John Shearer, CEO da Powercast, em entrevista por e-mail para o IDG Now!.

No ano passado, foram vendidas 3 bilhões de pequenas baterias. Esse mercado chamou a atenção da gigante Philips, que assinou acordo com a Powercast e já demonstrou um protótipo de uma luminária com a tecnologia, que deve ser lançado até o final deste ano. Em 2008, teclados e mouses sem fio serão anunciados.

Outras 100 empresas, que incluem os principais fabricantes de telefones celulares, tocadores MP3, indústria automotiva, sensores de temperatura, já assinaram acordo com a Powercast.


“Estamos introduzindo uma forma prática de enviar energia pelo ar”, diz o CEO da Powercast, que já ganhou investimentos de 10 milhões de dólares de investidores privados. “Esta tecnologia vai simplificar o design, fabricação e o uso de equipamentos móveis com baixo consumo de energia.”

A tecnologia da Powercast não é apenas prática: é barata também. A empresa, que trabalha fornecendo sua tecnologia para terceiros, estima que o transmissor e o receptor tenham um custo inferior a 10 dólares.

Pelo fato de transmitir baixas voltagens, a tecnologia da Powercast foi aprovada rapidamente pela Comissão de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, da sigla em inglês).

Limitações

Transmitir energia pelo ar, da forma proposta pela Powercast, tem suas limitações. A primeira é que os beneficiados são aparelhos que usam pequenas baterias ou pilhas AA e AAA. A distância entre o transmissor e equipamento eletrônico, por enquanto, deve ser de aproximadamente um metro.

Equipamentos com grandes baterias necessitam de longas horas de carga. O celular, por exemplo, pode demorar uma noite inteira para que metade de sua bateria seja carregada.

Será que um dia a tecnologia conseguirá trabalhar com grandes baterias como as de notebook? O CEO da Powercast prevê que sim e conta com um aliado: a tendência da indústria de desenvolver equipamentos que gastam menos energia.

terça-feira, abril 10, 2007

Usina Nuclear Flutuante

Rússia começa a construir a primeira usina nuclear flutuante do mundo

O vice-primeiro-ministro russo, Serguei Ivanov, anunciou hoje o começo da construção da primeira usina nuclear flutuante do mundo, que entrará em funcionamento em 2010.

"Começamos a construir usinas nucleares flutuantes. A primeira plataforma atômica começará a fornecer energia elétrica em 2010", disse Ivanov durante reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, informou a agência "Interfax".

Essa primeira central fornecerá eletricidade aos estaleiros de Severodvinsk, porto situado às margens do Mar Branco, no norte da parte européia da Rússia.

"Existem planos de criar sete centrais desse tipo, que poderão ser utilizadas no norte da Rússia e no Extremo Oriente", acrescentou.

Ivanov ressaltou que vários países mostraram interesse em adquirir essas usinas nucleares atômicas russas.

Por sua parte, Putin ressaltou que o importante é "que a tecnologia utilizada nas centrais flutuantes seja a mais moderna".

Segundo a imprensa russa, a China é um dos países mais interessados nesse projeto e, inclusive, participa de seu financiamento.

A central flutuante, que utilizará urânio pouco enriquecido (5%), estará equipada com dois reatores, terá uma potência de 70 megawatts e gerará o mesmo volume de eletricidade que uma usina nuclear terrestre.

Além de fornecer energia elétrica a uma cidade de 250 mil habitantes, a central poderia funcionar também para dessalinizar água e prover calefação, possibilitando a economia de 200 mil toneladas de carvão e 100 mil de petróleo ao ano.

A central enriquecerá urânio em menos de 20%, não violando, portanto, os acordos da Rússia com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Com esse projeto, a Rússia pretende fornecer eletricidade a zonas remotas do norte europeu do país, à Sibéria e ao Extremo Oriente desligados da rede geral, e exportar energia nuclear a outros países.

Em 1968, os Estados Unidos puseram em andamento uma central flutuante no Canal do Panamá, mas a desmantelaram em 1976 devido ao alto custo da manutenção.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Multi Input Touch Screen








A nova tecnologia de multi-input permite que os usuários interajam com um sistema usando mais de um dedo simultaneamente. Uma tela projetada de 36″x27″ pode detectar com extrema definição de 0.1″ em 50Hz, como é mostrado no video acima.



“Our technique is force-sensitive, and provides unprecedented resolution and scalability, allowing us to create sophisticated multi-point widgets for applications large enough to accomodate both hands and multiple users.”

terça-feira, dezembro 13, 2005

Nano-Armor

A ApNano, uma companhia israelense, desenvolveu um novo material que é cinco vezes mais forte que o aço e duas vezes mais forte que qualquer colete à prova de balas ou roupa utilizada por esquadrões antibomba. Fruto da nanotecnologia, seus criadores dizem que ele já pode ser considerado a "armadura do futuro".


Illustration photo - medieval armor.
The discovery of the extraordinary wave-shock absorption quality of the IF materials, position it as one of the best candidates for future protective gear and armor.

O material é produzido pela ApNano através de nanoestruturas de uma nova forma de carbono. A empresa espera que, em breve, a nova tecnologia seja utilizada em todos os segmentos de segurança do planeta que exijam equipamentos de alta resistência contra tiros e bombas.

Em testes realizados na Escola de Engenharia de Produção, Mecânica e de Materiais na Universidade de Nottingham, na Inglaterra, projéteis de aço a uma velocidade de mais de 1.5 km/segundo foram contidos pelo material. O impacto a que ele resistiu foi uma pressão de 250 toneladas por centímetro quadrado. Isso equivale, aproximadamente, a jogar quatro locomotivas a diesel sobre uma área do tamanho de uma unha.


Some of the equipment that's being used to produce the Inorganic Fullerene materials at ApNano's laboratories in Nes Ziona, Israel.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Laptop de US$ 100

O Instituto de Tecnologia de Massachusett (MIT) apresentou o laptop de US$ 100 na Cúpula Mundial sobre a Sociedade de Informação, que está acontecendo na Tunísia. As máquinas foram criadas para serem usadas por milhões de alunos em todo o mundo. O Brasil poderá ser um dos primeiros a usar o equipamento que tem o tamanho aproximado de um caderno e é verde brilhante.


Laptop foi criado pensando na educação das crianças dos países pobres

O laptop foi demonstrado pelo diretor do Media Lab do MIT, Nicholas Negroponte. "Essas máquinas robustas e versáteis permitirão que as crianças sejam mais ativas ao aprender", disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan.








O laptop opera a uma velocidade de 500 MHz, cerca da metade da velocidade de processamento dos laptops comerciais, e será equipado com o sistema operacional Linux ou algum outro sistema gratuito.

Ele pode ser armado de maneiras diferentes para servir como um livro eletrônico, uma televisão ou um computador. Uma manivela amarela que sai do lado do aparelho serve como fonte de energia alternativa quando não há baterias ou uma tomada - um minuto de manivela garante pelo menos dez de conexão.

O computador usa uma tela de um player de DVD portátil. A tela, normalmente colorida, pode ser mudada para branco e preto a fim de ser visualizada com mais facilidade sob a luz do sol, disse Mary Lou Jepsen, que participou do projeto.

Negroponte destacou que a idéia é distribuir gratuitamente esses laptops para crianças de países pobres. Quem paga pelas máquinas: governos, que devem comprá-las, e doadores, mas a propriedade será das crianças. "A propriedade dos laptops é algo fundamental. Você já lavou algum carro alugado na sua vida?", perguntou o cientista.

Negroponte contou que, além do Brasil, Tailândia, Egito e Nigéria são candidatos a receber as primeiras dessas máquinas a partir de fevereiro ou março de 2006 e cada um deles comprará ao menos 1 milhão de unidades. O laptop ainda não está sendo produzido, mas uma empresa ofereceu-se para fabricá-lo por US$ 110 e outras quatro estão avaliando a proposta, acrescentou.

Um programa de fornecimento de laptops gratuitos implementado no Estado do Maine (EUA) aumentou o comparecimento às aulas e melhorou a participação dos alunos, afirmou Negroponte. O cientista acrescentou que as máquinas poderão ser vendidas comercialmente por um preço mais alto, por cerca de US$ 200.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Controle remoto comanda seres humanos

A Nippon Telegraph & Telephone (NTT), empresa líder de telefonia no Japão, mostrou um controle remoto capaz de comandar seres humanos. A companhia diz estar criando uma nova tecnologia para tornar videogames mais realistas, mas algumas aplicações mais perigosas poderiam se tornar realidade.


Japão, 26/10/2005 - Usando um fone, a repórter da AP Yuri Kageyama vira para a esquerda enquanto é controlada remotamente pela tecnologia desenvolvida pela Nippon. A tecnologia, na verdade, mexe com os delicados nervos que controlam o equilíbrio dos seres humanos, fazendo com que se movam para a direção indicada mesmo contra a sua vontade.


A repórter da AP obedece ao comando do controle remoto, ainda que deseje mover-se para outra direção

O nome da tecnologia é "estimulação galvânica vestibular" e consiste em colocar um capacete que envia uma corrente elétrica de voltagem muito baixa para a parte de trás das orelhas. A corrente elétrica estimula os nervos delicados dentro da orelha que são responsáveis pelo equilíbrio.

Quando o joystick do controle é colocado para a esquerda, um estímulo elétrico é enviado para o capacete, fazendo com que o senso de equilíbrio seja deslocado. Isto faz com que a pessoa ache que precisa dar um passo à esquerda para não cair. A tecnologia foi testada em uma repórter da Associated Press.

Pesquisadores da NTT foram capazes de fazer pessoas se locomoverem em trajetos razoavelmente complicados. As pessoas que foram controladas pelo aparelho disseram que a experiência é extremamente exaustiva e, embora algumas tenham gostado da experiência, outras sentiram-se desconfortáveis.


Taro Maeda, pesquisador-sênior no centro de pesquisas da Nippon Telegraph and Telephone Corp. em Atsugi, perto de Tóquio, explica a tecnologia usada no controle remoto para humanos. A tecnologia, chamada de estimulação vestibular galvânica, usa eletricidade para estimular os delicados nervos dentro do ouvido que ajudam os humanos a manter o equilíbrio.

Ainda não há provas específicas de porque a corrente elétrica, quando aplicada ao ouvido, faz com que as pessoas caminhem. A NTT diz que a tecnologia pode ser usada em videogames e parques de diversão, mas ainda não tem planos de comercializar o produto.

James Collins, professor de engenharia biomédica na Universidade de Boston, diz que o nível baixíssimo de eletricidade não deve causar dano nenhum à saúde dos usuários.

Se utilizada em uma guerra, tal tecnologia poderia servir para fazer o soldado advesário ficar tonto, ou perder o equilíbrio. A Invocon Inc., uma empresa norte-americana com sede no Texas, já está explorando o tema.

Vibrador hi-tech funciona com SMS

totalmente bizarro... rs
A empresa britânica Cool & Groovy Toy lançou um vibrador hi-tech, que é acionado por comandos recebidos via mensagens de texto no celular. Funciona assim: ao comprar o "brinquedo", você o programa com o número do celular que será usado para enviar as mensagens (o celular deve ser compatível com Bluetooth). Depois disso, a cada mensagem enviada, o Toy vibra.





Seis tags secretas digitadas na mensagem controlam o vibrador. São 26 letras com três diferentes perfis de movimento, cada um deles com cinco velocidades. Das outras letras, é possível obter 45 outros efeitos, chegando a 7,2 mil variações possíveis numa única mensagem, diz o site do fabricante. E, claro, o único celular com poder de fazer vibrar o brinquedo será aquele cadastrado na hora da compra. O site traz uma lista com os modelos de celular compatíveis com o brinquedo - são mais de 30.

A propaganda do produto no site (www.thetoy.co.uk) tem texto engraçados dirigido aos homens ("Não importa quantas mensagens de texto ela receba, as suas são as únicas que ela realmente quer...") e às mulheres ("Imagine-se saindo de casa para ir trabalhar, com o Toy em seu devido lugar..."), sugerindo que o vibrador pode melhorar muito o relacionamento do casal.


quinta-feira, outubro 20, 2005

Cuidado: sua impressora espiona você

Um grupo de defesa da privacidade descobriu o que significam os minúsculos pontos deixados por algumas impressoras coloridas: um código que permite saber a data e a máquina na qual o documento foi impresso. Há algum tempo, a Electronic Frontier Foundation (EFF), um grupo de defesa dos direitos civis com sede em San Franscisco (Califórnia), suspeitava dos pequenos pontos que algumas impressoras laser coloridas escondiam em cada documento.

Depois de cerca de três anos de pesquisas com a ajuda de centenas de voluntários de todo o mundo, que enviaram documentos impressos em diferentes máquinas aos escritórios da EFF, o grupo finalmente revelou o mistério.

Os Serviços Secretos dos EUA admitiram a existência de um acordo com vários fabricantes de impressoras para identificar produtos falsificados, mas até agora não se conhecia a natureza da informação contida em cada documento. Trata-se, no entanto, de uma explicação que não satisfaz a EFF.

"É estranho que alguém o trate como um criminoso sem que você sequer o saiba", afirmou à EFE Rebecca Jeschke, porta-voz do grupo. Segundo David Schoen, técnico da EFF, os pontos de pelo menos uma linha das impressoras codificam o dia e a hora em que o documento foi impresso, assim como o código de série da impressora.

Cannon e Xerox estão na lista de fabricantes que utilizam os códigos (a EFF dispõe de uma lista completa na home-page www.eff.org/Privacy/printers/list.php).

As pequenas marcas são pontos amarelos com menos de um milímetro de diâmetro, repetidos em cada página do documento e tão pequenos que não podem ser vistos a olho nu.

Para observá-los, é necessária uma luz azul e uma lupa ou um microscópio (a EFF também dá em sua página instruções para os curiosos que desejem ver as marcas).



Pontos identificam a hora, data e o número serial da impressora


A fundação começou o projeto com a linha de impressoras Xerox DocuColor, uma máquina mais facilmente encontrada em escritórios e centros de fotocópias do que em residências.

Uma equipe liderada por Schoen comparou diferentes documentos impressos na mesma máquina e, após observar as semelhanças e diferenças, encontrou a maneira de decodificar os sinais. "Até agora, só deciframos o código das impressoras DocuColor - diz Schoen -, mas achamos que outros modelos de outras fabricantes incluem a mesma informação nos pontos".

A organização pôs à disposição do público em sua página um programa automático para que qualquer um possa decodificar os pontos deixados por sua impressora.

A Xerox admitiu previamente que estava atuando em conjunto com o Governo neste sistema de rastreamento, mas assegurou que somente os Serviços Secretos poderiam decifrar a informação. Por sua vez, o Serviço Secreto afirma que só usa esta informação para investigações relacionadas a falsificações.

Mas, segundo adverte a EFF, não há uma legislação específica que impeça o abuso desta informação por parte do Governo. "Os movimentos democráticos clandestinos que publicam panfletos políticos e religiosos sempre necessitarão do anonimato de uma simples página", disse Lee Tien, um dos advogados do grupo. "Esta tecnologia torna mais fácil o trabalho dos Governos na hora de encontrar os dissidentes", afirmou Tien.

O advogado da EFF ressalta que a descoberta tem graves implicações, já que estes códigos dão ao Governo e à indústria privada "possibilidades de enfraquecer nossa privacidade com um equipamento que é utilizado cotidianamente, como as impressoras".

Tien acha que os técnicos da EFF têm muito trabalho pela frente: "A próxima grande dúvida é: que outras armadilhas estão sendo preparadas para garantir que nossa tecnologia nos traia?". Boa pergunta.

terça-feira, outubro 18, 2005

SeeFree - Visual Spam Blocking System

Realmente não acredito que isso funcione... rs

Óculos apaga publicidade indesejada



Um óculos para quem não gosta da poluição visual causada por outdoors e outros tipos de propaganda na rua foi criado por uma empresa norte-americana. O SeeFree usa um software para identificar e apagar os anúncios da linhas de visão do usuário.

SeeFree glasses

O óculos tem um conjunto de câmeras, que envia seu sinal para dois pequenos monitores na parte de dentro da armação. Através de um software, o SeeFree reconhece os locais onde tem propaganda e coloca um máscara cinza sobre os anúncios, deixando uma visão livre de poluição.

O SeeFree utiliza uma bateria recarregável interna, que se reabastece com energia solar, e o seu monitor tem mais de 65 mil cores de resolução.

O produto está disponível para compra no site da empresa, www.see-free.com, por US$ 1,5 mil, cerca de R$ 3350.




before 1
Without SeeFree glasses
after 1

sexta-feira, setembro 23, 2005

"Marca-passo cerebral" pode combater depressão

O marca-passo que age no cérebro e as terapias que influem nos pensamentos irrealistas fazem a pessoa voltar a ter uma vida normal


Nunca se investiu tanto em diferentes recursos terapêuticos para combater a depressão. A grande notícia é que a Food and Drug Administration (FDA), órgão que controla alimentos e remédios nos Estados Unidos, anunciou o uso de marca-passo para quem sofre de depressão severa - pessoas refratárias a mais de três drogas diferentes e cujos sintomas são difíceis de controlar. Parecido com o estimulador cardíaco, e já usado na Europa e no Canadá com bons resultados, o novo marca-passo é implantado na região torácica superior (leia o quadro abaixo). Os impulsos elétricos têm a função de estimular a região cerebral onde se processa a depressão, mais conhecida por sistema límbico. ''Essa técnica é revolucionária, porque será possível atender indivíduos que não respondiam a outros tratamentos'', diz o psiquiatra Evandro Gomes de Matos, coordenador do Núcleo de Atendimento de Transtornos de Ansiedade da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). ''A vantagem é que nem se percebe o impulso elétrico.''

Segundo os estudos avaliados pela FDA, 18% dos pacientes testados se disseram curados com o aparelho; 35% sentiram os sintomas reduzidos significativamente; e 57% tiveram algum benefício após dois anos. Até que o mecanismo seja ajustado, o portador do marca-passo - anteriormente utilizado em casos de epilepsia - poderá ter paralisia temporária das cordas vocais, rouquidão, tosse, formigamento na laringe e sensação de falta de ar. Mas são sintomas leves, que não chegam a desencorajar a adesão à novidade.

Dos 340 milhões de pessoas que sofrem de depressão no mundo, 75% nunca passam por qualquer tipo de tratamento contra a doençal

Fonte: OMS

O aparelho funciona por cinco anos. Depois desse período, os médicos aconselham deixá-lo no corpo, evitando uma nova cirurgia para a retirada. Por enquanto, o maior ''efeito colateral'' é o preço: US$ 20 mil, já incluída a implantação. ''Como são raros os procedimentos remunerados em psiquiatria pelo sistema de saúde ou pelo convênio médico, poucos pacientes terão condições de comprá-lo'', afirma a psiquiatra Helena Calil, professora de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo.

O marca-passo é um grande avanço contra a depressão, mas há outros tratamentos desse tipo. A estimulação magnético-transcraniana é uma dessas novas alternativas. Ela ativa, por meio de ondas magnéticas, determinadas regiões do cérebro, cuja função maior é a modificação do humor. ''É uma linha de pesquisa ainda experimental, que pode ser considerada promissora e, espera-se, vir a ter utilidade na prática clínica'', diz o psiquiatra Ricardo Moreno, coordenador do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo. No Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) vem testando-a com bons resultados. O mesmo acontece nos Estados Unidos. Lá, o FDA acompanha um amplo estudo feito com a técnica em pacientes de todo o país. Se os resultados continuarem a ser positivos, o órgão deverá aprovar seu uso a partir do ano que vem.

AMOR

''Há três anos, quando tive depressão pela primeira vez, fiz um tratamento com remédios, sem resultado. Migrei para a terapia e melhorei bastante. Mais tarde, fiquei sem trabalhar por um ano em decorrência de uma cirurgia no joelho. Afundei novamente. Voltei à terapia e resolvi abrir uma comunidade no Orkut para trocar idéias com outros deprimidos. Por meio do site, conheci minha atual mulher, Aline, que também tentava superar a doença. Nosso amor foi o bote final na depressão. Acabei me mudando para a cidade onde ela morava. Fui atrás da minha felicidade''_____________Fotos: Maurilo Clareto/ÉPOCA

FERNANDO CABRAL, 40 anos, analista de sistemas


ESTILO DE VIDA

''Passei por quatro crises de depressão. Nas três primeiras, tratei-me com remédios. Na quarta, cansada da medicação, resolvi tentar algo novo. Criei o que chamo de método da cegueira voluntária. Peço para o Fernando, meu marido, olhar o mundo por mim, em vez de acreditar na visão distorcida da realidade que a depressão traz. Adotei também uma alimentação mais saudável e me concentro em pensamentos positivos. Agora me sinto curada. Assumi que, na depressão, vejo tudo de forma equivocada. Nem tomo grandes decisões nesse período porque sei que posso querer voltar atrás''

ALINE CABRAL, 29 anos, administradora (foto acima)



"Estas são intervenções sérias para uma doença séria"

sexta-feira, setembro 02, 2005

Silver Nano Health

O sistema Silver Nano Health da Samsung está numa linha de revolucionárias máquinas de lavar roupa com entrada frontal que elimina 99% das bactérias na lavagem graças às suas propriedades desinfetantes e antibióticas. A máquina dotada do sistema também propicia às roupas uma proteção antibacteriana que dura por até um mês.


Máquina de lavar, condicionador de ar e geladeira terão tecnologia antibacteriana


O sistema estará disponível em cinco modelos de máquinas, com capacidade para cinco até sete quilos de roupa, na Coréia do Sul. O sistema utiliza íons de prata em escala nanométrica para esterilizar as roupas, e também pode ser aplicado a alimentos e ao ar, em geladeiras e condicionadores de ar.

Outra vantagem do Silver Nano Health System, além da extrema eficiência, diz o fabricante, é que ele proporciona uma economia a longo prazo no custo de manter o equipamento, seja uma geladeira, uma lavadora de roupas ou o condicionador de ar.

original: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI650637-EI4801,00.html

terça-feira, agosto 09, 2005

Pai da cibernética critica planos de robô-soldado

O cientista e pacifista americano de origem alemã Joseph Weizenbaum, pai da cibernética, criticou hoje em Berlim o multimilionário projeto dos Estados Unidos para criar um robô-soldado antes de 2015. Weizenbaum, professor emérito do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e fundador, em 1965, de seu célebre laboratório de Ciências da Computação, disse que o governo de Washington está investindo milhares de dólares no projeto e utilizando a capacidade científica deste instituto, com sede em Cambridge (nordeste dos EUA).


"Não sei a quantidade exata de dinheiro, mas considero que entre 60 e 70% do orçamento do MIT estão sendo canalizados para os setores armamentistas e militares dos Estados Unidos", disse Weizenbaum em palestra no Instituto Max Planck de História das Ciências.

"O governo de Washington não apenas utiliza sua capacidade, como também se aproveita da vaidade de nossos cientistas que se vêem seduzidos pelo projeto e inflam seus egos quando se sentem próximos ao poder", criticou Weizenbaum na conferência "Cientistas entre a guerra e a responsabilidade", para marcar o 60º aniversário dos bombardeios atômicos americanos em Hiroshima e Nagasaki (Japão) em 1945.

O governo dos Estados Unidos se propõe a criar até 2015 um robô com maior poder destrutivo e a um custo de apenas 10% do de um soldado humano. "Muitas vezes meus alunos me perguntam sobre o que fazer nestas situações, e eu lhes digo que reflitam profundamente sobre os objetivos daquilo que estão estudando e experimentando; antes de apertar o botão para pôr em marcha um projeto meditem sobre os resultados que pretendem alcançar", disse Weizenbaum.

"No entanto, o projeto belicista de Washington é tão fascinante para os cientistas - aquele que Robert Oppenheimer (projeto atômico Manhattan de 1945) chamava 'ciência doce" ("sweet science") - e o pagamento é tão satisfatório, que poucos resistem à tentação", lamentou Weizenbaum.

Joseph Weizenbaum nasceu em Berlim no ano de 1923, e em 1936 teve que emigrar com sua família, de origem judaica, para os Estados Unidos fugindo do regime nazista de Adolf Hitler. Nos Estados Unidos, já como estudante, Weizenbaum teve a oportunidade de assistir a uma palestra do cientista Albert Einstein, que também havia fugido da Alemanha no final de 1932.

"Desde então, e desde que Einstein assinou a declaração contra o armamentismo junto com o matemático e filósofo Bertrand Russell, em 1955, me converti em cientista dissidente, o que sou até hoje", afirmou o pacifista americano.

quinta-feira, abril 28, 2005

Fusão nuclear é produzida com baixa tecnologia

Pesquisadores induzem processo complexo em estrutura simples

Em um feito surpreendente de miniaturização, os cientistas divulgarão nesta quinta-feira (28/04) que produziram fusão nuclear --o mesmo processo que alimenta o Sol-- em um cilindro de 30 centímetros de comprimento e 13 centímetros de diâmetro. E eles disseram que logo poderão tornar o dispositivo ainda menor.

Apesar do dispositivo ser provavelmente ineficiente demais para produzir eletricidade ou outras formas de energia, disseram os cientistas, geradores de fusão do tamanho de um ovo poderão algum dia ser utilizados em propulsores de espaçonaves, tratamentos médicos e scanners que procuram bombas.

Os resultados, obtidos por uma equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), liderada por Seth J. Putterman, estão sendo publicados na revista "Nature".

O dispositivo de minifusão acelera átomos de hidrogênio e os colide para produzir hélio. Diferente de alegações anteriores de fusão "de mesa" -a "fusão fria", em 1989, que sugeria que energia poderia ser produzida passando eletricidade por água e placas de metal, e a "sonofusão", em 2002, na qual bolhas em colapso supostamente aqueceriam gases a temperaturas de estrelas- ela não está sendo recebida com ceticismo.

"Eu acho muito persuasivo", disse William Happer, um professor de física de Princeton.

Michael J. Saltmarsh, um cientista aposentado que trabalhou no Laboratório Nacional Oak Ridge, no Tennessee, disse que a energia emitida pelas partículas nas colisões combinam convincentemente o que se espera para a fusão. Saltmarsh foi um dos dois cientistas de Oak Ridge que disseram que foram incapazes de detectar as assinaturas de fusão na experiência de sonofusão de 2002.

Em um comentário que acompanha a publicação na "Nature", Saltmarsh descreveu o novo dispositivo como "intrigantemente simples" e acrescentou: "De fato, de certa forma é notavelmente de baixa tecnologia".

Em contraste com alegações anteriores, os pesquisadores da Ucla não afirmam que sua invenção fornecerá energia ilimitada. "Com o que construímos até o momento", disse Putterman, "sem chance".

De fato, o novo dispositivo nem mesmo produz energia suficiente para aquecer a mão. Mas poderá ser útil como fonte de nêutrons, as partículas subatômicas que são subproduto da fusão. Como os nêutrons não têm carga elétrica, eles podem penetrar profundamente na matéria, e isto pode fornecer uma forma de espiar facilmente dentro de bagagem ou contêineres de carga.

"Nós podemos lhes dar uma frente minúscula para uma câmera capaz de olhar atrás das coisas", disse Putterman.

O componente central do dispositivo é um cristal de tantalato de lítio, que pertence a uma classe de materiais conhecida como piroelétricos. Os piroelétricos, que geram fortes campos elétricos quando aquecidos ou resfriados, são conhecidos há muito tempo, possivelmente descritos já em 314 a.C. por um aluno de Aristóteles.

"É uma surpresa e tanto vê-lo usado desta forma", disse Happer, de Princeton.

Na experiência, o cristal, um cilindro com cerca de 1,25 polegada de diâmetro e meia polegada de comprimento, foi montado dentro de um cilindro de 30 centímetros de comprimento e cercado por um gás de deutério, uma versão pesada do hidrogênio.

O aquecimento do cristal em cerca de 10 graus Celsius produziu uma carga de 1.000 volts. Isto criou campos elétricos ao redor de uma ponta de tungstênio que era tão forte que arrancou elétrons do deutério e acelerou os íons carregados de deutério contra um alvo que também continha deutério.

Quando um íon de deutério atinge um átomo de deutério, ocorre a fusão --às vezes. Como apenas uma em um milhão de colisões de fato produz a fusão, o dispositivo é um gerador de energia ineficaz.

O jato de íons de deutério poderia servir como propulsor para uma pequena espaçonave, e raios X produzidos pelos elétrons pegos nos poderosos campos elétricos poderiam ser úteis no tratamento de tumores.

O atual dispositivo produz apenas cerca de mil nêutrons por segundo, tão pouco que não seria perigoso nem mesmo para uso em uma demonstração de física, disse Saltmarsh. Os pesquisadores planejam uma versão mais poderosa substituindo o deutério no alvo por trítio, uma forma ainda mais pesada de hidrogênio, gerando cerca de 250 vezes mais nêutrons. Melhorias adicionais deverão elevar a taxa para um milhão de nêutrons por segundo.

Geradores de nêutrons comerciais, que já podem gerar um milhão de nêutrons por segundo, aceleram igualmente deutério contra alvos, mas eles contam com fontes de energia de alta voltagem para gerar os campos elétricos.

Ao optar pelos cristais piroelétricos, a pesquisa da Ucla poderá levar a geradores muito mais simples e menos caros. "O que Putterman fez é um fantástico pequeno acelerador", disse Happer. "É uma versão dele que não necessita de alta voltagem."

Putterman disse que prevê um dispositivo que consiste apenas de um recipiente do tamanho de um ovo com um cristal, gás deutério e o alvo em seu interior. Mergulhar o recipiente em água gelada ou o aquecer com o calor do corpo seria suficiente para provocar a reação.

"Nós podemos alterar a temperatura em meros 30 graus e gerar campos que produzem fusão", disse ele.

original:
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2005/04/28/ult574u5360.jhtm

sábado, março 26, 2005

Nova teoria propõe como tornar objetos invisíveis

Os fãs da série Jornada nas Estrelas estão acostumados a ver as naves Klingon se camuflarem, ficando totalmente invisíveis, reaparecendo apenas para disparar suas armas. Ainda estamos muito longe de ver algo parecido acontecer na prática.


Mas agora dois cientistas da Universidade da Pensilvânia, Nader Engheta e Andrea Alu, demonstraram que é possível fazer com que um objeto fique totalmente invisível. Por enquanto, eles conseguem tornar invisível qualquer objeto desde que ele seja uma esfera microscópica feita de ouro ou prata.

Para fazer o objeto ficar invisível, os cientistas alteraram a forma como ele reflete a luz, utilizando plasmons - vibrações dos elétrons que acontecem na superfície de alguns metais. Os plasmons foram descobertos quando a equipe do Dr. Thomas Ebbesen incidiu luz sobre uma placa de ouro contendo furos menores do que o comprimento de onda dessa luz. Eles não esperavam ver nada do outro lado mas, para sua surpresa, saía mais luz do outro lado do que entrava.

"Um design adequado pode induzir uma queda dramática na superfície de reflexão, tornando o objeto praticamente invisível a um observador," escrevem os cientistas em seu artigo, disponível no site da Universidade (veja quadro Para Navegar).

Os objetos são visíveis aos nossos olhos porque eles refletem a luz. As cores dos objetos variam conforme o comprimento de onda da luz que eles refletem. A parcela da luz não refletida é absorvida. O que os cientistas fizeram foi alterar essa capacidade de reflexão, fazendo com que praticamente toda a luz fosse absorvida. Fazendo a energia dos plasmons coincidir com a energia da luz incidente, eles conseguiram que toda a luz incidente fosse absorvida de um lado e emitida do outro lado do objeto.

Mas a descoberta poderá ter aplicações em outros comprimentos de onda, que não a luz visível. Por exemplo, provavelmente nunca será possível fazer com que um homem se torne invisível aos olhos de outros humanos, mas ele poderá se tornar invisível às microondas, por exemplo, que têm um comprimento de onda maior.

A descoberta tem grande interesse científico e poderá mesmo, um dia, permitir aplicações práticas. Mas os cientistas avisam que ainda não se pode pensar em nenhum objeto do dia-a-dia tornando-se invisível. Objetos grandes têm geometria complexa e necessitariam ser revestidos com camadas de materiais adequados, com características detalhadas em nível nanométrico. Além disso, eles precisariam ser construídos de modo a refletir todos os comprimentos de onda da luz visível, o que ainda não foi conseguido.

A revista Nature também publicou uma reportagem baseada no artigo divulgado pelos cientistas.

Cientistas da Universidade de Ohio (Estados Unidos) descobriram uma forma de ampliar a absorção de luz por uma rede metálica em até 1.000 vezes, o que poderá abrir caminho para a fabricação de sensores químicos e instrumentos de laboratórios muito mais eficientes. A descoberta consiste em uma nova técnica de revestimento que permite que a tela capture e transmita mais luz através de seus poros microscópicos do que seria possivel normalmente.

James V. Coe e seus colegas também descobriram que, se a malha metálica for recoberta com moléculas de gordura, pode-se utilizar o calor para controlar a quantidade de luz que passa pela malha. Os resultados foram apresentados por Coe e seu aluno Kenneth R. Rodriguez na reunião anual da American Chemical.

"Com o revestimento correto, nós descobrimos que podemos controlar precisamente o diâmetro dos buracos e a quantidade de luz transmitida. De fato, a malha age como uma chave ótica," explica Coe, referindo-se a dispositivos que controlam sinais de luz em optoeletrônica. "Com a adição de controles de calor, você pode chamá-la de chave termo-ótica."

A Universidade registrou dois pedidos de patente para a nova tecnologia e está procurando parceiros comerciais para seu aprimoramento. Uma das possibilidades de utilização é o estudo da interação entre colesterol e outras células, ou ainda o efeito do calor sobre o DNA.

O fenômeno de ampliação da luz foi descoberto em 1.998 nos laboratórios da empresa NEC. Os pesquisadores perceberam que fileiras nanométricas de átomos de prata podem transmitir uma quantidade enorme de luz na forma de pacotes de energia chamados plasmons de superfície. A palavra plasmon é uma junção e plasma e fóton. A luz é excitada e reaparece do outro lado da placa, em quantidade superior à prevista.

Os pesquisadores da Universidade de Ohio queriam saber se poderiam criar plasmons em outros metais, utilizando luz infravermelha ao invés de ultravioleta, como feito nos laboratórios da NEC. Para suas experiências, eles utilizaram uma malha metálica de níquel, disponível comercialmente. A olho nu, a malha metálica parece-se com uma fita metálica flexível. Suas perfurações têm menos do que 13 micrômetros de diâmetro.

Os pesquisadores tiveram que criar um método de cobrir a malha de níquel com uma camada de átomos de cobre. Como resultado dessa pesquisa, eles descobriram que poderiam afinar o processo para preencher as bordas das perfurações e estreitar os buracos para qualquer tamanho que eles desejassem. Quando o tamanho dos buracos atingiu uma dimensão comparável àquele do comprimento de onda da luz que atingia a malha metálica, apareceram os plasmons.

Como os buracos normalmente cobrem 25 por cento da superfície, a malha deveria deixar passar apenas 25 por cento da luz que a atingia. Mas, nos testes, a placa transmitiu 75 por cento da luz, o que sugeria que a luz incidente sobre a malha estava sendo transmitida para o outro lado. É como se a placa perfurada sumisse com a luz de um lado e a fizesse reaparecer do outro lado, uma vez que não há área suficiente para que tanta luz atinja o outro lado.

Quando os pesquisadores adicionaram uma camada de gordura, mais especificamente moléculas obtidas da soja, a superfície absorveu ainda mais luz, atingindo até 1.000 vezes mais do que em qualquer outra experiência com plasmons.

As moléculas de gordura vegetal podem ser utilizadas para controlar a quantidade de luz passante devido ao seu formato. Em temperatura ambiente elas formam longas cadeias que permanecem retas sobre a superfície. Mas, à medida em que a temperatura sobe, as cadeias se quebram, alterando a polarização da luz. Em um processo ainda não totalmente entendido pelos pesquisadores, o processo funciona seguidamente desde que se mantenha as moléculas hidratadas, ou seja, desde que a temperatura não ultrapasse os 100º C.

original: http://www.mpsnet.net/virtualshop/Noticias_arquivos/not02032005.htm

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Tecnologia usa corpo humano como rede de dados

A Nippon Telegraph and Telephone (NTT) desenvolveu uma tecnologia que utiliza o corpo humano como rede de alta velocidade para promover a comunicação entre aparelhos eletrônicos e usuários.

Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (21/02), pesquisadores do Laboratório de Integração de Micro-sistemas da NTT criaram transceivers - modems capazes de enviar informações sem fio - aptos para enviar e receber dados por campos elétricos na superíficie do corpo.

A tecnologia leva o nome de Human Area Networks (HANs). Tais campos passam a atuar como transmissores de dados com velocidades de até 10 megabits por segundo entre os transceivers mantidos perto da superfície do corpo.

A companhia acredita que a tecnologia pode ser desenvolvida como alternativa para Bluetooth ou rede sem fio WLAN para curtas distâncias, segundo Toshiaki Asahi, pesquisador da empresa.

"Se o desenvolvimento for bem o suficiente, esperamos lançar os sistemas HAN em 2006", destacou. Ainda de acordo com a NTT, as aplicações para HANs incluem funções de segurança e identificação.

Os transceivers, chamados RedTacton, funcionam utilizando um sensor óptico que interpreta as flutuações no campo elétrico do corpo humano por meio do uso de um laser em miniatura e de um cristal acoplado. O laser mede as flutuações e como estas afetam o cristal.

Os campos elétricos existem em torno de vários objetos, incluindo metais, plásticos, vidro, cerâmicas e líquidos. Uma pessoa equipada com um sensor pode trocar dados com outras pessoas que também carregam um sensor por meio de um aperto de mãos.

A NTT começará a testar os campos em abril, em um processo que deverá durar até setembro. A companhia também trabalhará com grandes empresas de eletrônicos e arquitetos.

original: http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/TelecomInterna.aspx?GUID=DDF8C516-29F6-4446-BCC5-7DFF61BEFDA3&ChannelID=2000016

Câmera montada em óculos pode restaurar visão

Uma pequena câmera montada em um óculos e conectada ao nervo óptico pode restaurar a visão de milhares de pessoas que sofrerem de deterioração da retina, afirmaram especialistas europeus na segunda-feira.

O avanço médico tem o potencial de ajudar 300 mil europeus cuja visão foi enfraquecida conforme a fina camada de tecido celular que envolve o olho e processa as imagens se deteriora, afirmou o professor belga Claude Veraart, em conferência.

"Implantamos o dispositivo em dois pacientes até agora", disse Veraart, da Universidade Católica de Louvain-la-Neuve, próxima a Bruxelas.

Uma câmera montada nos óculos envia imagens para um aparelhos eletrônico implantado atrás do olho e estimula o nervo óptico que passa a informação visual ao cérebro.

A tecnologia pode ajudar também pessoas com doenças na retina e outras degenerações, que podem levar à perda dos detalhes das imagens, uma das principais causas da deficiência visual nos Estados Unidos.

Baseado no preço de aparelhos auriculares conhecidos como Cochlear, que também envolve a inserção de componentes na cabeça, a nova tecnologia vai custar cerca de 20 mil euros, afirmou Veraart.

Cinquenta equipes de cientistas ao redor do mundo trabalham em tecnologia similar, mas o projeto belga, que coordena um esforço pan-europeu de pesquisadores na França e Alemanha, obteve os melhores resultados, acrescentou.

A Comissária da Sociedade da Informação, Viviane Reding, afirmou que o dispositivo pode começar a ser vendido no mercado entre 2008 e 2010.

A Comissão Européia, que vai gastar 3,6 bilhões de euros em projetos de tecnologia da informação e comunicação entre 2002 e 2006, garantiu 2,79 milhões de euros em pesquisa de tratamento de deficiência visual.

original: http://noticias.uol.com.br/ultnot/2005/02/21/ult27u47462.jhtm