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sábado, junho 23, 2007

Paintball Temático


"Isso é o máximo que você pode fazer?" O soldado grita insultos ao inimigo enquanto disparos rápidos, vindos de um bosque vizinho, atingem a torre de madeira que lhe foi ordenado proteger. Um segundo soldado determina que um grupo se posicione por trás do posto de vigilância, de dois pavimentos; agachado a um canto, um paramédico de no máximo 15 anos grita, com a voz trêmula, que está pronto para tratar as baixas.



O ataque ganha intensidade. Agora, os mutantes geneticamente modificados para se tornarem mais fortes estão disparando tiros de canhão. Repentinamente, um foguete atinge a guarnição. A morte surge na forma de um pequeno ovóide.

"Estamos mortos", grita Davi Velazquez aos seus colegas humanos, muitos dos quais nem perceberam o ataque com foguete. "Estamos todos mortos!" Isso significa que o grupo tem de esperar 10 minutos para começar de novo. A guerra é um inferno.

Ao longo de um final de semana recente, cenas como essa foram repetidas muitas vezes. Efígies de helicópteros eram derrubadas, tanques destruídos e esquadrões devastados. A tinta amarela de paintball escorria pelas ruas. Quase 400 jogadores compareceram ao Dark Angel, um jogo de paintball de 26 horas de duração baseado, em parte, na série de TV homônima, e que tem por cenário uma parte da Virgínia mais conhecida por batalhas da guerra civil americana do que pela guerra entre os transgênicos e o culto da procriação.

"A maior parte das pessoas ainda quer brincar de soldado", disse Ronn Stern, um dos proprietários da SplatBrothers Paintball, que organizou o evento em seu parque de 37 hectares em Prince George, ao sudeste de Richmond. Mas jogos como este diferem um pouco do paintball comum. Eles têm temas - batalhas militares, invasões alienígenas, guerras entre cartéis de drogas, disputas entre espécies em uma versão distópica do futuro -, e os jogadores não vencem simplesmente acertando tiros nos adversários.

Eles precisam realizar missões complexas, como no caso de Dark Angel, no qual os seres humanos precisam conter o avanço dos super-soldados mutantes. Em alguns jogos, que se estendem pela madrugada, os personagens recebem "cartões de personagem" que lhes explicam a narrativa, enquanto outros selecionam papéis específicos definidos por um livro de regras extra-oficial, um volume online adotado por cerca de 80 parques de paintball nos Estados Unidos.

Velazquez, químico especializado em polímeros que é conhecido entre os adeptos do passatempo por seu nome de guerra, Coyote, começou disputando torneios de paintball convencional, e conta que quase abandonou o hobby -mas um dia compareceu a um jogo inspirado em "Senhor dos Anéis". Ele diz ter comparecido ao jogo porque é fã de Tolkien, e imaginava que lá poderia vender seu equipamento de paintball. Mas saiu do evento convertido em fã dos jogos temáticos.

"Encontrei uma perspectiva completamente diferente sobre o paintball", diz, "na qual todo tipo de pessoa pode ter impacto em campo, e por isso todos os jogadores - os magricelos, os rechonchudos, os mais velhos - são aceitos sem dificuldade". Patrick McKinnon, que com a mulher, Diane Howe, produz a batalha de Dark Angel, explica de outra forma: "São meninos grandes brincando com seus brinquedos, algo de muito americano".

O conceito de paintball temático existe há quase tanto tempo quanto o paintball em si, criado em 1981, em New Hampshire, quando dois amigos descobriram uma nova forma de empregar um aparelho cujo uso primário até então era marcar gado e árvores a distância. Mais recentemente, os jogos temáticos ganharam força, à medida que os fabricantes de equipamento de paintball começaram a atender à demanda por realismo e por produtos de qualidade.

No final dos anos 90, esses jogos atraíam usualmente por volta de 50 pessoas. Mas a popularidade dessa modalidade explodiu, nos últimos anos. O primeiro jogo temático Invasion of Normandy produzido pela Skirmish USA atraiu 1,7 mil jogadores ao campo da empresa, em Jim Thorpe, Pensilvânia, em 2002. Para o Invasion of Normandy deste ano, em julho, a organização antecipa que haja cinco mil inscritos.

Do lado de fora da área de jogo, os participantes de Dark Angel removiam os óculos de proteção; a atmosfera se tornava mais relaxada. A maior parte das equipes estava acampada no local. Os jogadores se reuniam nas barracas de comida e bebida, assistindo a vídeos de edições passadas, removendo a tinta de seus corpos e esperando para voltar à disputa perto de uma área que um observador definiu como "a zona verde".

Vestindo uniforme de camuflagem completo, Bruno Vadala, técnico de computador do norte de Nova Jersey, disse ter descoberto o paintball temático depois de levar seu filho a uma festa de aniversário em um campo local de paintball. Mais tarde, quando deu uma festa para o menino no mesmo local, Vadala conta que alguém mencionou um jogo temático.

Passados quatro anos, Vadala e o filho, que hoje tem 14 anos, se tornaram participantes regulares desse tipo de torneio, e Vadala foi o segundo em comando de uma equipe "vietnamita" que derrotou os "norte-americanos" no NJ Nam, um evento anual no aeroporto de Williamstown, Nova Jersey, visto por muitos como um dos mais realistas dos jogos temáticos de paintball.

Um final de semana de guerra

Jogos temáticos de paintball costumam começar na tarde de sábado e duram até a madrugada, ainda que a maioria dos jogadores sem equipamento de visão noturna ou lanternas muito possantes opte por abandonar a partida quando escurece. A disputa recomeça domingo bem cedo, e em geral se encerra em uma grande batalha no começo da tarde. As regras usadas pela maioria dos organizadores estão disponíveis em www.scenariopaintball.com.

O jogo Invasion of Normandy, com cerca de cinco mil participantes, começa em 14 de julho na Skirmish USA, em Jim Thorpe, Pensilvânia (800-754-7647; www.skirmish.com). Em 11 e 12 de agosto, Deadwood será revivida na Strategy Plus Paintball - Bear Swamp Road, East Hampton, Connecticut (www.strategyplus.com). Os cidadãos de Deadwood se dividirão entre os adeptos de Al Swearengen e os de seu rival Cy Tolliver.

Já o DEA vs. the Cartel II é uma atração popular de final de verão, e acontece em 1 e 2 de setembro no centro de treinamento urbano da Guarda Nacional do Alabama, em Anniston, Alabama (205-672-2860).

fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/jornais/interna/0,,OI1708053-EI8255,00.html

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

WhoreCraft

“Quando você pensa que já viu de tudo nessa vida”

Um grupo de gamers fantáticos por World of Warcraft (WoW) resolveu realizar o sonho da garotada e produziu uma série de filmes pornôs com personagens dos mundos encantados. WhoreCraft, onde o primeiro episódio tem o sutil subtítulo ‘Swords, Sorcery and Sex’

É claro que nessa adaptação você não vai ver grandes efeitos especias, fantásticas criaturas em CG, variedades enormes de raças ou intensos combates com milhares de extras (isso seria divertido).

Não, aqui você vai ver gatas siliconadas vestindo somente orelhas pontudas, no máximo uma chain mail.

Os seis episódios filmados, que têm de 20 a 30 minutos de duração, já foram comprados por mais de 20 mil pessoas e baixados ilegalmente por pelo menos 100 mil.











Alguns link para download dos torrents!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

115 Anos do Nascimento de J. R. R. Tolkien

Merece um brinde neste aniversário ;-)
John Ronald Reuel Tolkien (Bloemfontein, África do Sul, 3 de Janeiro de 1892 — Bournemouth, 2 de Setembro de 1973). Tolkien foi professor de Anglo-saxão (e considerado um dos maiores especialistas do assunto) em Oxford de 1925 a 1945, e de inglês e Literatura na mesma universidade de 1945 a 1959.
É muito conhecido por suas obras O Hobbit e O Senhor dos Anéis, embora tenha escrito e traduzido muitos outros livros. Viciado em seu cachimbo, que piorava sua já péssima dicção, Tolkien era um Católico fervoroso e grande amigo de C.S.Lewis, autor da famosa obra As Crônicas de Nárnia que recentemente ganhou sua versão cinematográfica.

Biografia

John Ronald Reuel Tolkien nasceu em Bloemfontein, África do Sul, no dia 3 de janeiro de 1892. Seu pai, Arthur Reuel Tolkien, era empregado de um banco inglês instalado na África, e sua mãe, Mabel Suffield Tolkien, era dona de casa. A família provavelmente viveria muitos anos no continente africano, se Arthur não tivesse falecido em 15 de fevereiro de 1896 decorrente de febre reumática. Mabel decidiu, então, retornar à Inglaterra com o jovem Ronald (como era chamado) e a irmã mais nova deste, Hilary. O país, apesar de sua rápida passagem pela vida de Tolkien influenciou uma famosa personagem da obra - a aranha Laracna, que foi criada com base num encontro de Tolkien com uma grande tarântula.

Ronald passou quase toda a sua infância dividido entre as regiões rurais das Midlands Ocidentais e a cidade industrial de Birmingham, onde freqüentou a King's Edward School. A proximidade dessa região com o País de Gales ajudou a desenvolver, muito precocemente, a paixão de Tolkien por línguas: nos vagões de trem carregados de carvão, o garoto via palavras em galês como "Nantyglo" e "Senghenydd", que o fascinavam e inspirariam a criação das línguas élficas. Em 1900, Mabel Tolkien decidiu converter-se ao catolicismo juntamente com seus filhos. John Ronald permaneceria profundamente católico até o fim da vida.

Embora modesta, a vida levada por Mabel e seus filhos era relativamente tranqüila. A situação mudou em 1904, quando Mabel faleceu de diabete. A partir de então, a educação e bem-estar de Tolkien e seus irmãos passaram a ser responsabilidade do Padre Francis Morgan, sacerdote de Birminghan e amigo de Mabel. John Ronald passou a morar na hospedaria de uma certa senhora Faulkner, onde conheceu a jovem Edith Bratt, então com 19 anos (Tolkien tinha 16). Os dois se apaixonaram, mas o Padre Morgan, ao descobrir o namoro, proibiu que eles se vissem até que Tolkien completasse 21 anos. Obedecendo a seu tutor, mas sem esquecer Edith, Tolkien ingressou na Universidade de Oxford em 1911, mostrando-se um aluno brilhante no estudo das línguas germânicas, do inglês antigo, do galês e do finlandês. Esta última língua, uma das paixões de Tolkien, também seria uma das bases primordiais para as línguas élficas.

Casamento, Guerra, Academia

Finalmente, por volta de 1914, o relacionamento de John Ronald e Edith pôde seguir seu curso. Ela se converteu ao catolicismo, enquanto Tolkien concluiu o curso de Língua e Literatura Inglesa em 1915. Foi também durante essa época que o qenya (hoje chamado "quenya"), o mais importante dos idiomas ficcionais criados por Tolkien, começou a tomar forma. Entretanto, a Primeira Guerra Mundial já estava varrendo a Inglaterra, e o jovem John Ronald não escapou da maré negra. Convocado para servir como segundo-tenente nos Fuzileiros de Lancashire, Tolkien casou-se com Edith em 22 de março de 1916 e, logo depois, embarcou para a França.

Tolkien participou da terrível ofensiva de Somme, na Bélgica, na qual morreram mais de 500 mil combatentes, e após quatro meses no front contraiu a chamada "febre das trincheiras", uma infecção semelhante ao tifo que grassava devido às péssimas condições de higiene no exército. Mandado de volta à Inglaterra devido a ferimentos causados por uma granada, Tolkien começou a rascunhar, enquanto se recuperava, as primeiras versões de sua mitologia, com as primeiras histórias de elfos, anões e homens, e os relatos originais da queda de Gondolin e de Nargothrond. Em 1917, nasceu o primeiro filho de Edith e Ronald, John Francis Reuel. Além dele, o casal também teria Michael, Christopher, e uma menina, Priscilla.

Depois do fim da guerra, a carreira acadêmica de Tolkien decolou: ele foi escolhido Leitor (Professor Associado) de Língua Inglesa na Universidade de Leeds em 1920 e, em 1925, passou a ocupar o posto de professor de Anglo-saxão em Oxford. Como professor, Tolkien se dedicou principalmente ao estudo da literatura em inglês antigo e médio (seus estudos do poema anglo-saxão "Beowulf" estão entre os mais imporantes do gênero) e também às aulas na graduação.

A Terra-média Irrompe

Era costume de Tolkien contar histórias, criadas por ele próprio, para seus filhos. Certo dia, quando corrigia provas da faculdade, ele se deparou com uma folha em branco. "Um dos alunos deixou uma das página em branco – possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador" contou Tolkien anos depois. Movido por um impulso inexplicável, escreveu nela: "Numa toca no chão vivia um hobbit". Tolkien decidiu então "descobrir" o que era o tal hobbit, e a partir disso criou mais uma história para seus filhos, com as aventuras do hobbit Bilbo. A história, datilografada, chegou às mãos de Stanley Unwin, da editora George Allen and Unwin, que pediu a seu filho de 10 anos, Rayner, para resenhá-la. O garoto adorou o livro, e Stanley Unwin decidiu publicá-lo em 1937 com o título "O Hobbit". O sucesso foi tamanho que o editor pediu a Tolkien uma continuação das aventuras de Bilbo.

Tolkien decidiu escrever a continuação, mas a história, atraída irresistivelmente na direção das velhas lendas élficas, demorou mais de 16 anos para ser escrita e se tornou um épico de mais de mil páginas. A essa altura, Rayner já havia crescido e passado a ocupar o cargo de seu pai na editora. Decidido a arriscar, Rayner publicou "O Senhor dos Anéis" em três volumes, lançados de 1954 a 1955. O sucesso, estrondoso, surpreendeu a todos, inclusive a Tolkien. Uma edição pirata do livro, lançada nos Estados Unidos em 1965, ampliou ainda mais tal êxito, já que os adeptos da contracultura e do movimento hippie se identificaram profundamente com a narrativa.

O Legado de Tolkien

Mesmo com o sucesso de O Senhor dos Anéis, Tolkien só virou celebridade nos anos 60. Nessa época os fãs do autor se reuniam pelos campus das universidades com o único objetivo de discutir sua obra.

Estes fãs tiveram, a mesma importância que os trekkers em Star Trek, os "star warriors" em Star Wars e os "excers" em Arquivo X para tornar a obra de Tolkien conhecida. Desde os encontros da primeira sociedade Tolkien, que se comunicava através de frases em cartazes no metrô de Nova York, a tolkienmania só cresceu e continua a influenciar muita gente. No auge da contracultura, a obra era considerada uma espécie de bíblia da Sociedade Alternativa. Com broches como "Frodo Vive" e "Gandalf para Presidente", os fãs se reuniam para celebrar Tolkien. O público nessa época era composto, quase sempre, por geeks da computação e hippies. De certa maneira, esse público buscava justamente o que Tolkien queria: uma nova realidade. A criação de mundos complexos como a Terra-Média também deram uma arejada à literatura ficcional, além de inaugurar um novo gênero literário, a literatura fantástica, Tolkien colocou a ficção científica em evidência. Muitos autores também criaram seus mundos próprios e essa realidade virtual criada por Tolkien foi o elemento-chave para a ficção científica de Duna (de Frank Herbert), para a fantasia de A Cor da Magia (de Terry Pratchett) e recentemente, para o universo de Harry Potter (de J. K. Rowling). Muitas outras áreas sucumbiram ao poder dos Anéis. Em 1974, Gary Cygax e Dave Anerson arrumaram uma maneira de interagir com esta realidade e criaram o Role-Playing Game (RPG) Dungeons & Dragons, um jogo de personificações com temas fantásticos, claramente inspirado na Terra-Média de Tolkien. Com o RPG foi possível se aventurar no universo de orcs, anões, elfos, dragões e hobbits (os halflings de D&D). O RPG serviu de estímulo para o público explorar e conhecer novos mundos. A própria Terra-Média chegou a ter seu RPG, o MERP (Middle-Earth Role Playing), em 1982, só que o complexo sistema de regras e os freqüentes equívocos em relação à trama atrapalharam sua difusão, e o MERP não decolou. Do papel para o computador foi um pulo. Na década de 70, um hacker fã de Tolkien deu uma ajuda ao programador do arcaico RPG Adventure. O jogo foi transformado, ganhou o nome de Zork e virou hit entre os usuários da Arpanet (embrião da Internet) porque estava cheio de referências ao mundo de Tolkien. Nos primórdios da rede, essas realidades virtuais ganharam uma versão em texto, batizadas de MUD (Multi-User Dungeon/Dimension, que em português soa algo do gênero Dimensão Múltipla de Usuários). Hoje, graças aos avanços da tecnologia, os MUD caíram em desuso e o que é sucesso são jogos multiplayer como EverQuest, Última Online, Asheron’s Call, Warcraft e Kingdom Under Fire. Todos têm em comum cenários fantásticos e referências às obras de Tolkien. A Internet teve papel importante na propagação dos trabalhos do autor. Através dela foi possível reunir fãs do mundo inteiro, que demonstram sua admiração e discutem a política, sociedade, as línguas, a biologia e a história da Terra-Média. Há milhares de sites dedicados aos trabalhos de Tolkien e trazem ensaios, poemas, fan-fictions (contos de ficção escritos por fãs), sátiras, críticas, notícias, grupos de estudos, de discussão, fóruns e, é claro, humor.

Tolkien Multimídia

Ao contrário dos trekkers e dos “star warriors” que aprovam e incentivam as seqüências das obras originais em livros, filmes, seriados, produtos e HQs, os fãs de Tolkien preferem manter seu próprio ponto de vista sobre a obra. Com uma visão muito pessoal e particular da saga de Frodo, os fãs não se arriscam a tocar na Terra-Média. E esse é um dos motivos que impediram uma proliferação ainda maior do legado do autor. A única exceção talvez seja o livro The Black Book of Arda, escrito por duas jovens russas no início dos anos 90, que recontavam os acontecimentos de O Silmarillion, só que do ponto de vista dos vilões. A influência de Tolkien também pode ser percebida nas mais diversas formas de artes. Pintores como John Howe, Roger Garland, Ted Nasmith, Alan Lee, Tim Kirk e os irmãos Hildebrandt entre outros figuram em enciclopédias ilustradas e centenas de galerias de imagens na Internet. Eles retratam com primazia várias passagens dos livros. A obra do autor também aparece nas músicas de bandas como Led Zeppelin, Blind Guardian e a banda sueca Za Frûmi’s compôs uma música com uma versão modificada do idioma orc. O cinema e a TV não poderiam ficar de fora, o desenho animado Caverna do Dragão e o filme Dungeons & Dragons (ambos baseado no RPG D&D) são claramente influenciados por Tolkien. Podemos citar outras produções cinematográficas como O Cristal Encantado (1982), A História Sem Fim (1984), Labirinto (1986), A Lenda (1986), Willow – Na Terra da Magia (1988) e Coração de Dragão (1996). E até mesmo o filme de Harry Potter dificilmente existiria se não houvesse Tolkien. Em 1978, o animador inglês Ralph Bakshi (o mesmo de Super Mouse e Gato Felix) tentou adaptar O Senhor dos Anéis para o cinema num longa-metragem de animação de duas horas. Mas o roteiro era fraco e mesmo usando uma técnica de animação interessante (a rotoscopia, onde os movimentos humanos são sobrepostos pelo desenho) a produção não agradou e parece terminar em algum ponto no meio de As Duas Torres. Outras duas obras de Tolkien viraram longas animados para a TV inglesa: O Hobbit (em 1978) e O Retorno do Rei (1980), ambas criadas para especiais de TV e dirigidas por Jules Bass, o mesmo produtor de Thundercats e Silverhawks e co-diretor do longa Rudolph, a rena do Nariz Vermelho. Tolkien também marcou presença nas HQs. Há influência dele em Bone, a HQ fantástica de Jeff Smith e na megassérie Elfquest, que já tem mais de 20 anos de publicação e conta a história de um mundo recheado de elfos. Também existe Lodoss, uma série criada por fãs-japoneses de RPG, que durante anos, anotaram suas aventuras e transformaram em duas sagas animadas. A primeira é The Record of Lodoss War (de 1991) e a naus recente saga chama Chronicles of the Heroic Knight (de 1999), ambas trazem um mundo mágico de deuses, dragões, demônios, magos e guerreiros lutam pelo poder.

Com seus tentáculos se espalhando por todos os lugares, chegar aos cinema através de um filme não deveria demorar, e graças a Peter Jackson, um antigo fã, isso se tornou realidade, e a realidade dos três filmes filmados simultaneamente lhes rendeu 17 oscars.



Beren e Lúthien

Surgira como que um culto em torno da figura e dos escritos de Tolkien. Se de um lado o autor se sentia lisonjeado, o homem Tolkien não estava tão contente: pessoas de todos os cantos do mundo se achavam no direito de ligar para a sua casa ou simplesmente bisbilhotá-lo do outro lado da rua. Assim, depois de se aposentar e com os filhos há muito crescidos, ele decidiu se mudar para o pacato balneário de Bournemouth em 1969, em companhia de sua mulher Edith. Em 22 de novembro de 1971 ela faleceu, e Tolkien voltou para Oxford. Ele próprio morreria em 2 de setembro de 1973, aos 81 anos, no hospital, nas primeiras horas da manhã de 2 de setembro. Os dois estão enterrados juntos no cemitério de Wolvercote, em Oxford. Na lápide, num eco da mais bela história de amor de sua mitologia, pode-se ler:

†
EDITH MARY TOLKIEN
LUTHIEN
1889 - 1971
JOHN RONALD
REUEL TOLKIEN
BEREN
1892 - 1973


sexta-feira, setembro 02, 2005

Como programadores matam dragões

A SITUAÇÃO:
“No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada, e é guardada por um grande e terrível dragão”

Art by Rowena

OS DESFECHOS NA ABORDAGEM DE CADA ESTILO:


Java
- Chega, encontra o dragão, desenvolve um
framework para aniquilamento de dragoes em multiplas
camadas, escreve varios artigos sobre o framework mas
nao mata o dragao

.NET - Chega, olha a ideia do Javanes e a copia, tenta
matar o dragao, mas é comido pelo reptil

C - Chega, olha para o dragao com olhar de desprezo,
puxa seu canivete, degola o dragao, encontra a
princesa, mas a ignora para ver os ultimos checkins no
cvs do kernel do linux

C++ - cria um canivete basico e vai juntando
funcionalidades até ter uma espada complexa que apenas
ele consegue entender ... mata o dragao mas trava no
meio da ponte por causa dos memory leaks

COBOL - Chega, olha o dragao, pensa que ta velho
demais para conseguir matar um bicho daquele tamanho e
pegar a princesa e, então, vai embora

Pascal - Se prepara durante 10 anos para criar um
sistema de aniquilamento de dragao ... chegando lá
descobre q o programa só aceita lagartixas como
entrada

VB - monta uma arma de destruição de dragoes a partir
de varios componentes, parte pro pau pra cima do
dragao e, na hora H, descobre que a espada só funciona
durante noites chuvosas...

PL/SQL - Coleta dados de outros matadores de dragão,
cria tabelas com N relacionamentos complexidade
ternaria, dados em 3 dimensões, OLAP, demora 15 anos
para processar a informação. Enquanto isso a princesa
virou lésbica

Ruby - chega com uma p*t* fama, falando que é o melhor
faz tudo, quando vai enfrentar o dragão mostra um
videozinho dele matando um dragao ... o dragão come
ele de tédio

Smalltalk - chega, analisa o dragao e a princesa, vira
as costas e vai embora, pois eles sao muito
inferiores.

shell - cria uma arma poderosa para matar os dragoes,
mas, na hora H, nao se lembra como usá-la

shell(2) - o cara chega no dragão com um script de 2
linhas que mata, corta, stripa, empala, pica em
pedacinhos e impalha o bicho, mas na hora q ele roda o
script aumenta, engorda, enfurece, e coloca alcool no
fogo do dragão

ASSEMBLY - acha que ta fazendo o mais certo e enxuto,
porém troca um A por D, mata a princesa e transa com o
dragão

Fortran - Chega desenvolve uma solução com 45000
linhas de codigo, mata o dragão vai ao encontro da
princesa ... mas esta o chama de tiuzinho e sai
correndo atras do programador java que era elegante e
ficou rico

FOX PRO - Desenvolve um sistema para matar o dragão,
por fora é bunitinho e funciona, mas por dentro está
tudo remendado, quando ele vai executar o aniquilador
de dragoes lembra que esqueceu de indexar os DBF

ANALISTA DE PROCESSOS - Chega ao dragão com duas
toneladas de documentação desenvolvida sobre o
processo de se matar um dragão genérico, desenvolve um
fluxograma super complexo para libertar a princesa e
se casar com ela, convence o dragão que aquilo vai ser
bom pra ele, e que não será doloroso. Ao executar o
processo ele estima o esforço e o tamanho do estrago
que isso vai causar, a assinatura do papa, do buda e
do Raul Seixas para o plano, e então compra 2 bombas
nucleares, 45 canhões, 1 porta aviões, contrata 300
homens armados até os dentes, qdo na verdade
necessitaria apenas da espada que estava na sua mão o
tempo todo.

CLIPPER: Monta uma rotina que carrega um array de codeblocks para
insultar o dragão, cantar a princesa, carregar a espada para memória, moer
o dragão, limpar a sujeira, lascar leite condensado com morangos na
princesa gostosa, transar com a princesa, tomar banho, ligar o carro,
colocar gasolina e voltar pra casa. Na hora de rodar recebe um "Bound
Error: Array Access" e o dragão come ele com farinha.


original: http://www.tipos.com.br/item/27829
chupinhado:
http://www.javafree.org/javabb/viewtopic.jbb?t=850780