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segunda-feira, outubro 01, 2007

Estudo: crianças podem se recuperar de danos da TV

Crianças que assistem muita TV desde cedo têm mais chances de sofrer problemas comportamentais, mas os efeitos da exposição prolongada podem ser revertidos, segundo um estudo da Universidade americana Johns Hopkins publicado pela revista especializada Pediatrics.

Os especialistas da Johns Hopkins concluíram que crianças menores de 5 anos que assistem mais de duas horas de TV por dia têm maior risco de apresentar problemas, mas as que diminuem o número de horas até os 5 anos conseguem reverter este quadro.

A influência da TV sobre crianças pequenas gera um intenso debate, com evidências cada vez maiores de que a exposição prolongada pode afetar o comportamento delas.

O estudo da escola de saúde pública Bloomberg, da Universidade de Johns Hopkins, analisou dados de 2,7 mil crianças, perguntando aos pais sobre os hábitos de assistir TV e o comportamento de crianças aos 2 e 5 anos de idade.

Um em cada cinco pais respondeu que seus filhos assistiam duas horas de TV ou mais, todos os dias, tanto aos 2 anos, como aos 5 anos.

Recomendações

Esta exposição "prolongada" foi relacionada a problemas de comportamento, com as crianças que assistiam pouca TV aos 2 anos de idade e mais de duas horas aos 5 anos apresentando mais chances de apresentar problemas de desenvolvimento e com suas habilidades sociais.

As crianças de 5 anos que têm TV em seus quartos também apresentaram mais chances de ter problemas de comportamento, poucas habilidades sociais, e problemas de sono.

Mas as crianças que assistiam duas ou mais horas de TV aos 2 anos de idade e tiveram sua exposição reduzida aos 5, não mostraram maiores riscos de apresentar esses problemas.

A pediatra Cynthia Minkowitz, que liderou o estudo, disse que "é vital para os médicos enfatizar a importância de reduzir a exposição à TV em crianças pequenas".

Nos Estados Unidos, a Academia Americana de Pediatras recomenda que as crianças com menos de 2 anos de idade não assistam TV, e que as crianças mais velhas não assistam mais do que duas horas por dia.

O psicoterapeuta Richard House, da Universidade de Roehampton, que pesquisa o efeito da TV sobre crianças, afirma que não está convencido de que a diminuição da exposição pode reverter os riscos.

"O comportamento humano é muito mais complexo do que essas medidas de comportamento e habilidades sociais - pode haver danos mais sutis que passam indetectados", disse ele.

"Cada criança é diferente e sou muito cético em relação à noção de que é apropriado dar a famílias uma única recomendação sobre o número de horas que suas crianças podem assistir TV. Algumas crianças são extremamente sensíveis aos efeitos da televisão."

terça-feira, junho 12, 2007

Testosterona

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que baixos níveis de testosterona podem aumentar as chances de morte entre homens acima de 50 anos.

A pesquisa, que analisou 800 participantes entre 50 e 91 anos, estima que os que têm baixas doses do hormônio masculino têm até 33% mais chances de morrer num período de 18 anos, do que os que apresentaram os níveis normais.

Durante encontro na The Endocrine Society, onde o estudo foi apresentado, os pesquisadores disseram que 29% dos analisados registraram baixas doses de testosterona, responsável pelo desenvolvimento das características masculinas, entre elas a libido.

Os estudiosos explicaram que a quantidade do hormônio diminui normalmente com a idade, mas que um estilo de vida saudável pode ajudar a manter a testosterona em alta e aumentar a longevidade.

Fatores de risco

Segundo a pesquisa, homens que apresentaram fatores de risco, como doenças cardiovasculares e diabetes, têm tres vezes mais chances de manifestar a deficiência do hormônio.

Esses fatores de risco foram classificados pelos pesquisadores de “síndrome do metabolismo” e ainda incluem obesidade, altos níveis de colesterol, pressão alta e hiperglicemia.

Para a líder da pesquisa, Gail Laughlin, o estudo sugere que “a associação entre os níveis de testosterona e índices de morte não se deve apenas uma determinada doença”.

Ela acrescenta, no entanto, que “a quantidade do hormônio pode ser determinada pelo estilo de vida e alterada se houver diminuição da obesidade”.

Para o professor Richard Sharpe, da MCR Human Reproductive Sciences Unit, de Edimburgo, “ser obeso diminui o nível de testosterona o que, por sua vez, provoca a obesidade. É um ciclo vicioso”, explica.

Os homens admitem que estão ficando velhos quando ganham uma barriguinha, mas é mantendo o corpo em forma que se equilibra os bom níveis de testosterona”, diz o professor.


fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/06/070606_niveistestosteronafp.shtml

segunda-feira, abril 16, 2007

Colonialismo Verde

A ação do milionário sueco Johan Eliasch para preservar a floresta amazônica está sendo acusada de "colonialismo verde" e deixou mil pessoas sem trabalho e na pobreza absoluta, afirma reportagem publicada neste domingo pelo jornal britânico "The Sunday Times".

Eliasch, que é radicado no Reino Unido e é dono da fabricante de artigos esportivos Head, comprou em 2005 uma área de cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados em Itacoatiara, no Amazonas, que pertencia a uma madeireira americana, com o intuito de preservar a floresta.

O empresário gastou 13,7 milhões de libras (cerca de R$ 55,3 milhões) em sua empreitada. Sua fortuna é estimada em 361 milhões de libras (cerca de R$ 1,5 bilhão).

Segundo o jornal, como resultado da compra da madeireira por Eliasch, até mil pessoas empregadas por uma serraria obrigada a fechar ficaram sem trabalho, "aumentando ainda mais as dificuldades numa região já economicamente carente".

Sustento

"O fechamento jogou Eliasch em um debate sobre como os países ricos podem preservar as florestas tropicais levando em consideração o sustento das pessoas que vivem e trabalham nelas", observa a reportagem.

O jornal diz que até mesmo ambientalistas locais vêm criticando as ações de Eliasch, acusando-o de "colonialismo verde".

A reportagem afirma que Eliasch prometeu compensar as pessoas que ficaram sem trabalho e empregar algumas delas como guardas florestais, mas afirmou que a preservação da floresta "é mais importante do que as pessoas morando na região".

O jornal conclui dizendo que Eliasch propôs no ano passado a compra de toda a floresta amazônica para preservá-la, o que "provocou um incidente diplomático entre o Brasil e o Reino Unido quando a idéia foi encampada pelo ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, David Miliband, que sugeriu estabelecer uma fundação internacional como a melhor forma de preservar a Amazônia".

terça-feira, março 27, 2007

Biocombustíveis são fraude?

Em artigo publicado nesta semana no jornal britânico "The Guardian", o jornalista e ativista ambiental George Monbiot afirma que utilizar biocombustíveis --como o álcool-- para combater o aquecimento global "é uma fraude".

"Se quisermos salvar o planeta, precisamos adiar por cinco anos os projetos em biocombustível", defende Monbiot.

Para o jornalista, os programas de incentivo "são uma fórmula para desastres ambientais e humanitários".

"Em 2004, eu alertava que biocombustíveis estabeleceriam uma competição entre os carros e as pessoas. As pessoas inevitavelmente perderiam: aqueles que podem pagar para dirigir são mais ricos que aqueles à beira da fome", escreve Monbiot.

Para o autor, o Brasil é um exemplo que ilustra o "impacto" de se transformar recursos naturais em combustíveis.

"Produtores de cana-de-açúcar estão avançando sobre o cerrado no Brasil, e plantadores de soja estão destruindo a floresta amazônica." Agora que o presidente (americano, George W.) Bush acabou de assinar um acordo de biocombustíveis com o presidente Lula, deve piorar.

segunda-feira, março 12, 2007

Terapia por eletrochoque

... acho que estou precisando de uma terapia assim... :-P

Terapia por eletrochoque - uma imagem pública controversa e bizarra


As primeiras décadas do século XX testemunharam uma grande revolução na nossa compreensão e no tratamento das doenças mentais. Até então, pessoas portadoras de psicose eram simplesmente trancadas em asilos para loucos, onde recebiam apenas alguns cuidados simples e, algumas vezes, apoio social, sem que nenhuma terapia efetiva estivesse disponível para os "alienistas", como os psiquiatras eram então denominados. Mesmo quando reformadores médicos bem-intencionados, tais como Phillipe Pinel, conseguiram amenizar em parte as aterrorizantes condições existentes nos asilos para loucos, ainda não existiam tratamentos de rotina realmente efetivos no começo do século XXI.

A primeira revolução na terapia científica da loucura foi baseada nas teorias da mente proposta pelo médico austríaco Sigmund Freud, o fundador da psicanálise. O valor dessa abordagem se tornou evidente para o tratamento de distúrbios mentais de gravidade leve ou média, particularmente nas neuroses; mas pouco representou de efetivo para o tratamento doenças mentais mais graves, como as psicoses. No entanto, isso começou a mudar no começo da década de 30. Os métodos psicoterapêuticos passaram a ser suplementados ou até substituídos por abordagens físicas, usando drogas, terapia eletroconvulsiva, e cirurgia.

Em 1937, um neurologista italiano chamado Ugo Cerletti estava convencido que as convulsões induzidas por metrazol eram úteis para o tratamento de esquizofrenia, mas muito perigosas e incontroláveis para serem aplicadas (naquele tempo não havia um antídoto para parar as convulsões, como acontecia com a insulina). Além disso, os pacientes tinham muito medo da terapia.

Cerletti sabia que um choque elétrico aplicado à cabeça produzia convulsões, pois, como um especialista em epilepsia, ele tinha feito experimentos com animais para estudar as consequências neuropatológicas de ataques repetidos de epilepsia. Em Genova, e posteriormente em Roma, ele usou equipamentos de eletrochoque para provocar crises epilépticas em cães e outros animais. A idéia de usar o choque eletroconvulsivo em seres humanos ocorreu-lhe pela primeira vez ao observar porcos sendo anestesiados com eletrochoque, antes de serem abatidos nos matadouros de Roma. Ele então convenceu dois colegas Lucio Bini e L.B. Kalinowski (um jovem médico alemão) a ajudá-lo a desenvolver um método e um equipamento para ministrar breves choques elétricos em seres humanos.

Eles inicialmente experimentaram vários tipos de dispositivos em animais, até determinarem os parâmetros ideais e aperfeiçoarem a técnica, antes de iniciarem uma série de eletrochoques em sujeitos humanos (com esquizofrenia aguda). Após 10 a 20 eletrochoques em dias alternados, a melhora na maioria dos pacientes começou a se tornar evidente. Um dos benefícios inesperados do eletrochoque transcraniano foi que ele provocava amnésia retrógrada, ou seja, uma perda de todas as memórias de eventos imediatamente anteriores ao choque, incluindo a sua percepção. Assim, os pacientes não tinham sentimentos negativos relacionados à terapia, como acontecia com o choque por metrazol. Além disso, o eletrochoque era mais seguro e mais bem controlado, e menos perigoso para o paciente do que o metrazol.

Em 1939, Kalinowski começou um tour para anunciar a terapia por choque eletroconvulsivo ao redor do mundo, visitando a França, Suiça, Inglaterra e Estados Unidos. Pesquisadores que adotaram o método de Cerletti-Bini logo descobriram que ele parecia ter efeitos espetaculares sobre os distúrbios afetivos. De acordo com E.A. Bennett, 90 % dos casos de depressão severa que eram resistentes a todos os tratamentos, desapareceram após três ou quatro semanas de eletrochoques. Logo, o curare e escopolamina estavam sendo usados em conjunto com a terapia eletroconvulsiva, e gradualmente substituíram o choque induzido por insulina e metrazol. O eletrochoque começava então a sua longa jornada como a terapia de choque de escolha, na maioria dos hospitais e asilos ao redor do mundo.

Outros tipos de terapia por choque foram brevemente testados, tais como a indução de febre por meio de microondas radiomagnéticas, anóxia cerebral transitória induzida pela respiração de uma mistura de oxigênio e nitrogênio, e pela crioterapia (redução da temperatura do corpo). Os resultados foram dúbios na maioria das vezes, e estas técnicas foram logo abandonados em favor da terapia eletroconvulsiva, mais prática, efetiva e barata.

Aperfeiçoamentos significativos na técnica de eletrochoque foram feitos desde então, incluindo o uso de relaxantes musculares sintéticos, tais como succinilcolina, a anestesia de pacientes com agentes de curta duração, a pré-oxigenação cerebral, o uso de EEG para monitoração da crise, e melhores dispositivos e formas de onda para ministrar o choque transcraniano. Apesar destes avanços, a popularidade da terapia eletroconvulsiva diminiu grandemente nas décadas de 60 e 70, devido ao uso de neurolépticos mais efetivos e como resultado de um forte movimento politicamente antagônico ao eletrochoque em psiquiatria, como veremos abaixo. Entretanto, a terapia eletroconvulsiva voltou a ganhar evidência nos últimos 15 anos, devido à sua eficácia. É a única terapia somática da década dos 30 que permanece em grande uso hoje. Entre 100.000 e 150.000 pacientes são submetidos à terapia por eletrochoque anualmente nos EUA, em função de condições médicas estritamente definidas.

Como aconteceu com a psicocirurgia, a terapia por eletrochoque foi muitas vezes usada de forma polêmica. Em primeiro lugar, ocorreram muitos casos em que o eletrochoque era usado para subjugar e controlar pacientes em hospitais psiquiátricos. Pacientes problemáticos e rebeldes recebiam várias sessões de choque por dia, muitas vezes sem sedação ou imobilização muscular adequadas. O historiador médico David Rothman afirmou em uma reunião de Consenso Clínico do NIH sobre terapia por eletrochoque em 1985:

"A terapia por eletrochoque se destaca de forma praticamente solitária entre todas as intervenções médicas e cirúrgicas, no sentido em que seu uso impróprio não tinha a meta de curar, mas sim o de controlar pacientes para o benefício da equipe hospitalar"

Na década dos 70, começaram a surgir importantes movimentos contra a psiquiatria institucionalizada, na Europa e particularmente nos EUA. Juntamente com a psicocirurgia, a terapia por eletrochoque foi denunciada pelos partidários dos direitos humanos, e o mais famoso libelo de todos foi um romance escrito em 1962 por Ken Casey, baseado em sua experiência pessoal em um hospital psiquiátrico no Oregon. Intitulado "One Flew Over the Cuckoo's Nest", o livro foi posteriormente roteirizado em um filme de grande sucesso, dirigido pelo tcheco Milos Forman, que recebeu no Brasil o título de "Um Estranho no Ninho ", com o ator Jack Nicholson. Uma exposição desfavorável na imprensa e na TV desembocaram em uma série de processos jurídicos por parte de pacientes envolvidos em abusos da terapia por eletrochoque.

Em meados de 1970, a terapia por eletrochoque estava derrotada como prática terapêutica. Em seu lugar, os psiquiatras passaram a fazer um uso cada vez maior de novas drogas poderosas, tais como a torazina e outros fármacos antidepressivos e antipsicóticos.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Estudo reforça que panela de alumínio ameaça saúde

Pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP), acabam de escrever mais um capítulo na polêmica questão de se preparar alimentos em panelas de alumínio. O estudo indica o potencial de comprometer a saúde do consumidor.

Durante o preparo de uma amostra de arroz com feijão, a engenheira Elaine Cristina Bocalon, coordenadora do estudo, detectou quantidades excessivas de alumínio tanto na água quanto no alimento.

A transferência do metal em água com sal (na concentração de 10 gramas de sal para 4 litros de água) foi de 20 miligramas de alumínio por litro após 3 horas de fervura. De acordo com a literatura internacional, o limite aceitável de consumo diário de alumínio é de no máximo 14 miligramas.

Sal

O estudo também identificou que a transferência de metais cresceu com a introdução de uma maior quantidade de sal na água. Ao elevar a salinidade de 10 para 50 gramas por 4 litros, os pesquisadores verificaram que a concentração de metais na água aumentou 25%.

“O sal eleva a condutividade da água, fazendo com que a panela libere uma quantidade de alumínio ainda maior”, disse Elaine. Segundo ela, o excesso de alumínio no organismo pode trazer vários danos à saúde.

“O alumínio tem forte relação com doenças como Alzheimer, câncer de pulmão e eventos inflamatórios pelo organismo”, ressalta.

Para evitar problemas desse tipo, Elaine faz duas recomendações: adicionar o sal apenas após o cozimento dos alimentos e ter o hábito de utilizar recipientes de teflon.

Teflon?

“As panelas de teflon contêm camadas de óxidos em suas paredes que parecem impedir a passagem dos metais tóxicos”, diz. O próximo passo da pesquisa será verificar se o teflon realmente consegue barrar a passagem de metais tóxicos.

Os experimentos serão realizados com água com partículas de alumínio para verificar os índices de transferência nas panelas. “Amostras de águas contaminadas serão aquecidas para verificarmos se o nível de metais tóxicos irá aumentar ou diminuir”, conta Elaine.

O alumínio é um dos elementos químicos mais abundantes na crosta terrestre e as panelas feitas com o metal são de longe as mais populares. A associação do excesso de alumínio a doenças foi destacado em muitos estudos, mas questões referentes aos níveis de toxicidade e ao perigo do uso ao ser humano ainda permanecem obscuras.

Pesquisas

Em artigo publicado na Revista de Nutrição (vol.13, nº 13), Késia Diego Quintaes, do Departamento de Planejamento Alimentar e Nutrição, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas, descreve diversas pesquisas sobre o uso do alumínio na indústria alimentícia e no preparo de alimentos.

“Praticamente todos os estudos sobre migração de alumínio dos utensílios para os alimentos deixam claro que estes fornecem uma importante contribuição na quantidade do metal consumida pelo homem, mas a ligação entre esta fonte e os efeitos biológicos possíveis ainda é confusa”, diz a pesquisadora.

Mas Késia destaca ser “recomendável evitar estes utensílios no preparo, na cocção e no armazenamento dos alimentos”.

terça-feira, novembro 15, 2005

Criança suja, criança saudável

Segundo os psiquiatras e psicólogos infantis, "uma criança que não brinca, não é uma criança saudável". Os pequenos necessitam viver o caos para encontrar a ordem e explorar o mundo que os cerca, um processo no qual não costumam ficar muito limpos, mas no qual começam uma busca que os leva a consolidar sua identidade, segundo os especialistas.


Segundo os psiquiatras e psicólogos infantis, "uma criança que não brinca, não é uma criança saudável"

Para os especialistas da Associação Internacional pelo Direito da Criança de Brincar (IPA, na sigla em inglês), "a brincadeira é a atividade primordial na infância de todo ser humano. Através desta atividade se desenvolve o amadurecimento, aprende-se, vive-se o risco, cria-se e transforma-se a realidade".

Segundo os especialistas, algumas atividades lúdicas contrárias à higiene como pular em poças d¿água, caminhar pela lama, subir em árvores, brincar com areia, remover a terra para procurar insetos, descobrir "um tesouro" ou deslizar sobre a grama, fortalecem o sistema imunológico das crianças, desde que não representem perigo, certamente.

Eles sustentam que a sujeira que tinge as crianças da cabeça aos pés quando brincam ou fazem esporte, fortalece seu sistema imunológico, aguça seus reflexos, melhora a aprendizagem e favorece que interajam com seus semelhantes. O ser humano cresce cercado de agentes patógenos que causam doenças, como os germes, mas também ajudam o sistema natural de defesa a se desenvolver de forma saudável.

Além disso, sujar-se é a única forma com que os pequenos possam se concentrar nos verdadeiros objetivos da brincadeira e do esporte: explorar, sociabilizar, aprender, concentrar-se, adquirir flexibilidade e integrar-se, entre outros. O doutor Richer reconheceu que até há pouco reagia com uma rejeição diante da palavra sujeira e sua mente de especialista na saúde lhe dizia que a falta de higiene era sinônimo de doenças.

Ele explica que os seres humanos sentem uma natural repulsa perante o sujo e isso é ensinado para as crianças. Mas "nem toda a sujeira é negativa, e inclusive a necessitamos". "Para conhecer as coisas necessitamos tocá-las", defende Richer e isso é o que fazem as crianças ao se aproximarem do mundo, um lugar onde há terra, barro, água suja. Inclusive existe uma hipótese científica segundo a qual aquelas crianças que se relacionam com a sujeira desde cedo desenvolvem mais defesas perante as alergias e outras doenças.

E mais: o efeito que causa na criança não poder se sujar em sua descoberta do mundo é maior, já que assim "perde o benefício da atividade, estará tão preocupado de não se sujar que não aprenderá a brincar", afirmou o especialista de Oxford. Dado que "nos desenvolvemos em um meio ambiente sujo, necessitamos uma estrutura orgânica para poder enfrentá-lo", disse o professor Richer.

Um dos mecanismos de defesa para consegui-lo consiste em evitar todo contato com aquilo que contém elementos patógenos e pode transmitir uma doença, por meio do asco, uma emoção que faz com que nos afastemos daquilo que nos desagrada. Outro meio defensivo é o sistema imunológico, que ataca os agentes que causam infecções e reações alérgicas.

Segundo o especialista britânico, sujar-se com terra do chão e estar exposto a seus micróbios permite que o sistema imunológico os "conheça" sem desenvolver hipersensibilidade. Isto se deve ao trabalho de células defensoras, as células T reguladoras, que sensibilizam ou tornam menos reativo o sistema imunológico.

Além disso, cada vez que uma criança tem contato com o meio ambiente tem sensações que, ao serem processadas, contribuem para o seu crescimento intelectual. Mas às vezes, os pais sustentam um falso conceito do que é a sujeira, evitando que os pequenos entrem em contato com a Natureza, o que vai contra suas necessidades naturais.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Silver Nano Health

O sistema Silver Nano Health da Samsung está numa linha de revolucionárias máquinas de lavar roupa com entrada frontal que elimina 99% das bactérias na lavagem graças às suas propriedades desinfetantes e antibióticas. A máquina dotada do sistema também propicia às roupas uma proteção antibacteriana que dura por até um mês.


Máquina de lavar, condicionador de ar e geladeira terão tecnologia antibacteriana


O sistema estará disponível em cinco modelos de máquinas, com capacidade para cinco até sete quilos de roupa, na Coréia do Sul. O sistema utiliza íons de prata em escala nanométrica para esterilizar as roupas, e também pode ser aplicado a alimentos e ao ar, em geladeiras e condicionadores de ar.

Outra vantagem do Silver Nano Health System, além da extrema eficiência, diz o fabricante, é que ele proporciona uma economia a longo prazo no custo de manter o equipamento, seja uma geladeira, uma lavadora de roupas ou o condicionador de ar.

original: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI650637-EI4801,00.html